Diretor da Abin detalha participação de agentes na Operação Satiagraha

BRASÍLIA - O diretor de contra-inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Fortunato, explicou, nesta quarta-feira, à Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência (CMCAI) do Congresso Nacional o esquema de rodízio do trabalho dos agentes da Abin durante as investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

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O serviço foi executado entre março e junho de 2008 e realizado por pequenos grupos de seis a nove agentes, simultaneamente em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Não passou de nove (no grupo). Não tiveram 52 servidores trabalhando ao mesmo tempo. Não houve em nenhum momento 56 ou 52 servidores trabalhando de uma só vez. No máximo trabalharam dezesseis pessoas de uma só vez, afirmou.

Foi Paulo Fortunato quem revelou à CPI dos Grampos, na quarta-feira passada, que 52 agentes da agência estiveram envolvidos na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.  Um dia antes, na terça-feira, em depoimento secreto à CMCAI, o general Jorge Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Polícia Federal (PF), e o diretor-geral afastado da Abin, Paulo Lacerda, afirmaram que a participação da Abin na Operação Satiagraha foi informal, com a atuação de apenas oito agentes.

Nesta quarta-feira, Lacerda confirmou a informação de que 52 agentes da Abin atuaram na PF, mas negou que todos tenham trabalhado ao mesmo tempo nas investigações.

Félix, Lacerda e Corrêa depõem neste momento à Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência do Congresso Nacional.

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