Senado regulamenta escutas e determina pena de até 5 anos para grampos ilegais" / Senado regulamenta escutas e determina pena de até 5 anos para grampos ilegais" /

Diretor da Abin confirma participação de agentes na Operação Satiagraha

BRASÍLIA - O diretor de contrainteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Maurício Fortunato, afirmou nesta quarta-feira, em depoimento à CPI dos Grampos, na Câmara dos Deputados, que a participação da agência na Operação Satiagraha, da Polícia Federal (PF), não foi informal. Segundo ele, após o pedido de ajuda do delegado Protógenes Queiroz, todo o processo foi analisado e aprovado pelos diretores tanto da Abin quanto da PF. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/09/10/senado_regulamenta_escutas_e_determina_pena_de_ate_5_anos_para_grampos_ilegais_1741968.html target=_blankSenado regulamenta escutas e determina pena de até 5 anos para grampos ilegais

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

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Segundo Fortunado, Protógenes pediu para que agentes da Abin pudessem ajudar a PF em ações no Rio de Janeiro e em São Paulo por 30 dias para checar dados e endereços de investigados. O pedido aconteceu na primeira quinzena de fevereiro. Fortunato teria então passado a informação ao diretor-adjunto da Abin, José Milton Campana. E enfim, a autorização final foi dada pelo diretor-geral, Paulo Lacerda. 

Fortunato, Campana e Lacerda foram afastados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva do comando da Abin depois que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, revelou que a agência teria comprado equipamentos capazes de fazer grampos telefônicos. A Abin é proibida por lei de realizar tal procedimento. 

Denúncia publicada pela revista "Veja" afirma que a Abin foi responsável por interceptações telefônicas das quais foram alvos o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, senadores e ministros de Estado. 

Depoimentos

A CPI dos Grampos também ouvirá hoje o depoimento do chefe de Operações Especiais do Supremo Tribunal Federal (STF), Ailton Carvalho de Queiroz. Ailton dirá aos deputados detalhes sobre a escuta ambiental que teria sido plantada no gabinete vizinho ao de Mendes, no prédio do STF.

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