Diretor da Abin afastado causa constrangimento na CPI

A presença do diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), José Milton Campana, na sala da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, na Câmara, como auxiliar do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Félix, criou uma situação de constrangimento que durou cerca de 20 minutos. Campana e o diretor-geral da Abin, delegado Paulo Lacerda, estão afastados dos cargos temporariamente desde ontem, por decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mandou abrir inquérito sobre suposta responsabilidade da agência em gravações ilegais de autoridades do Judiciário e do Legislativo.

Agência Estado |

Durante a sessão, os deputados aprovaram a convocação de Campana para comparecer à comissão na condição de testemunha. Por isso, o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), decidiu que seria melhor que o diretor-adjunto aguardasse fora da sala durante o depoimento do ministro-chefe.

O general Félix afirmou que tinha avisado Itagiba de que compareceria à CPI acompanhado de Campana, mas acabou concordando com o pedido de retirada do diretor-adjunto. "Lamentavelmente, acabei atrapalhando", disse Félix. E Itagiba explicou que Campana será chamado em outro momento para prestar seu depoimento.

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