O presidente da Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs), Ronei Ferrigolo, pediu exoneração de seu cargo ontem. Ele é investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por ter recebido por fora suposta complementação salarial mensal de R$ 15 mil da Federação das Associações Comerciais e de Serviços (Federasul) ao mesmo tempo em que exercia a função pública, de setembro do ano passado a agosto deste ano.

Nas explicações que deram depois que o caso se tornou público, no mês passado, a Federasul e Ferrigolo sustentaram que não havia irregularidade nem mistura de interesses entre a função que ele exercia na estatal e os serviços que sua empresa de consultoria prestava à entidade empresarial. Negaram, ainda, que o contrato com a federação representasse complemento salarial.

Ao deixar a Procergs, Ferrigolo atribuiu as acusações que sofreu a denúncias anônimas de pessoas contrárias às mudanças que estava implementando na empresa. E explicou que optou por sair porque entendeu que a resistência à sua gestão não seria vencida pela transparência ou pelos resultados e poderia causar indesejáveis prejuízos à imagem institucional da companhia.

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