SÃO PAULO - A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República divulgou nesta quarta-feira uma nota na qual expressa seu desacordo com a decisão do Tribunal do Júri de Belém do Pará, que ontem http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/06/suposto_mandante_de_assassinato_de_dorothy_stang_e_absolvido_1300426.htmlabsolveu o fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura, o Bida, acusado de ser mandante do assassinato, em 2005, da missionária norte-americana Dorothy Stang. Os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenar o fazendeiro.

"É estarrecedor constatar que tristes episódios de celebração da impunidade seguem acontecendo entre nós", diz a nota assinada pelo ministro Paulo Vannuchi.

"A Secretaria Especial dos Direitos Humanos reafirma, no entanto, a sua confiança na capacidade do Poder Judiciário comprovar seu alinhamento com os preceitos da Carta Constitucional", conclui o comunicado.

Vitalmiro Moura e Rayfran Sales no Tribunal do Juri

A decisão revoltou a família da vítima e entidades de direitos humanos presentes no salão do Júri. O promotor Edson Souza disse que pretende recorrer da decisão. No mesmo julgamento, que durou dois dias, o pistoleiro Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, foi condenado a 28 anos de prisão em regime fechado.

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