O deputado cassado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu defendeu nesta quinta-feira à noite, no final do primeiro dia do 4° Congresso Nacional do PT, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se dedique ao partido quando deixar a presidência em janeiro do ano que vem.

"Eu defendo, é a minha opinião, que depois de deixar a presidência a grande missão do Lula é continuar a construção do PT. Aí é que o lulismo vai desaguar", disse Dirceu, pouco depois de fazer um discurso que, segundo relatos, levantou os mais de 1.300 petistas que lotaram o auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O evento foi fechado para a imprensa.

Questionado sobre o temor de alguns petistas de que Lula possa fazer sombra a  um eventual governo de Dilma Rousseff, Dirceu respondeu: "quando assumi a presidência do PT (em 1995) Lula passou um ano sem dar entrevistas nem receber lideranças. Ele sabe muito bem o que fazer para não ofuscar ninguém. Não foram centernas, foram dezenas de lideranças que surgiram ao lado e graças a Lula".

Bem humorado, vestindo jeans, sapatos de couro preto e camisa social azul clara, bronzeado, visivelmente mais magro e sem rugas no rosto, Dirceu passou o dia dando entrevistas (até para pequenos veículos regionais), cumprimentando correligionários e posando para fotos. Ele foi um dos últimos a deixar o centro de convenções.

Prestes a retornar ao diretório nacional do PT , o ex-ministro avisou, no mesmo dia, que vai participar, sempre que lhe for demandado, da campanha de Dilma Rousseff à Presidência.

"Eu já fiquei na clandestinidade por 10 anos. Meu tempo de clandestino já acabou", disse Dirceu, ao chegar ao 4º Congresso do PT, em Brasília.

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