Dirceu defende ex-assessor, mas nega que seja aliado

O ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu defendeu hoje, em seu blog, o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, apontado pela Polícia Federal como o responsável pelo vazamento do dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Apesar da defesa de Aparecido, que foi levado para a Casa Civil em sua administração, Dirceu pondera: José Aparecido não é nem meu aliado, nem meu ex assessor, e nem homem de Dirceu como registrado em manchete de um jornal.

Agência Estado |

José aparecido é Secretário de Controle Interno da Casa Civil nomeado por um ex-ministro da Pasta e mantido por sua sucessora."

No blog, o ex-ministro diz que está sendo solicitado "praticamente por toda a mídia" a falar sobre o assunto. "Como há cinco anos requisitei José Aparecido, funcionário de carreira do Tribunal de Contas da União (TCU) para prestar serviços na Casa Civil e ele ali foi mantido pela ministra Dilma Roussef, todo o noticiário sobre esse vazamento faz referências a meu nome", reitera. Dirceu destaca que José Aparecido nega ter enviado em um de seus e-mails o anexo com o chamado dossiê dos gastos de FHC.

Em defesa do Secretário de Controle Interno da Casa Civil, Dirceu afirma: "Profissional competente, sério e correto, José Aparecido, durante os 30 meses em que fui ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República deu provas de seu profissionalismo e espírito público. Parece-me, assim, totalmente inverossímil que um petista histórico como a imprensa registra, envie para um senador da oposição, via um assessor, documento com dados que seriam usados contra o governo e seu partido, como o foi durante esses dois últimos meses em campanha da mídia e da oposição sobre o chamado "dossiê" e o uso dos cartões corporativos."

Ainda no blog, o deputado cassado protesta contra o que classifica de "prática, tornada corriqueira mesmo quando totalmente inverídica, das manchetes dos jornais e do noticiário em geral que de maneira torpe e grosseira", vinculam seu nome aos acontecimentos com base no fato de que José Aparecido foi requisitado para a Casa Civil em sua gestão. E conclui: "Nada mais tenho a acrescentar porque conheço os fatos pelas declarações dos envolvidos e pelo noticiário fundamentado num vazamento ilegal, já que nem a sindicância interna da Casa Civil nem a apuração da Polícia Federal estão concluídas."

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