BRASÍLIA - O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), disse que, após a identificação de quem vazou o dossiê com gastos do ex-presidente FHC é preciso que a ministra Dilma Rousseff dê uma série de explicações. Reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, nesta quinta http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/08/aliado_de_jose_dirceu_vazou_dossie_com_gastos_de_fernando_henrique_cardoso_diz_tv_1303689.html target=_toprevela que um laudo técnico concluiu que José Aparecido Nunes Pires, funcionário do Tribunal de Contas da União (TCU) - levado pelo ex-ministro José Dirceu para a Secretaria de Controle Interno da Casa Civil -, enviou por e-mail o dossiê a André Eduardo da Silva Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

"Com a palavra o Palácio do Planalto. [Quem vazou] Foi uma pessoa subordinada a ela [Dilma], tem que perguntar a ela. O importante não é saber quem vazou, mas quem fez e por ordem de quem", disse.

O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), seguiu o mesmo caminho. De acordo com ele, a Casa Civil precisa se explicar pois ficou comprovado que existia sim um dossiê e não um banco de dados, como defendido por Dilma. Ele também criticou a postura do ministro da Justiça, Tarso Genro, que em entrevista ao jornal "Correio Braziliense" disse que a confecção de um dossiê não é crime, mas sim o vazamento.

"Ele [Tarso] estava tentando adquirir um Habea Corpus preventivo. Fazer dossiê é crime sim", disse. "Temos agora que saber quem fez e quem mandou fazer", completou.

CPI

O deputado Índio da Costa (DEM-RJ), sub-relator da CPMI dos cartões, comentou que a revelação do nome de quem vazou o dossiê não deve alterar o rumo dos trabalhos da comissão. Ele destacou que a função da CPI é identificar gastos irregulares com cartões corporativos e contas tipo B, promovendo os ajustes necessários na legislação para evitar novas irregularidades.

Já o deputado Vic Pires (DEM-PA), disse que será necessário convocar o servidor da Casa Civil, José Aparecido, na CPMI. Além dele, o parlamentar também quer que o assessor do senador Álvaro Dias, André Fernandes, preste depoimento.

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