BRASÍLIA - A virtual candidata do PT às eleições presidenciais, ministra Dilma Rousseff, cresceu nas intenções de voto para 2010, segundo pesquisa estimulada da CNT/Sensus de maio. Nas respostas espontâneas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda é o candidato preferido, com 26,2%.

Mas Dilma e um possível candidato do PSDB, José Serra, registraram empate técnico: ele com 5,7% e ela com 5,4%.

O levantamento, realizado de 25 a 29 de maio, mostrou a popularidade de Lula voltando a crescer para 81,5% - próximo ao patamar recorde de 84% em janeiro - ante 76,2% em março. A avaliação do governo também subiu, de 62,4% para 69,8%, segundo respostas de 2 mil entrevistados.

Sobre a corrida presidencial do ano que vem, a pesquisa encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) apresentou uma lista onde Dilma disputaria com Serra e a ex-senadora Heloisa Helena do PSol. Nessa hipótese, o resultado estimulado foi que Dilma subiu de 16,3% em março para 23,5%, enquanto as intenções para o tucano recuaram de 45,7% para 40,4%, e Helena saiu de 11% para 10,7%.

Segundo o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, sinais de recuperação econômica e melhoria do país frente à crise global favorecem a retomada de popularidade de Lula, assim como a provável candidatura da ministra da Casa Civil.

Serra continua em primeiro nas várias listas estimuladas, sendo conhecido por 94,9% dos entrevistados, e com índice de rejeição ("não votaria") de 25,9%. Já o governador mineiro Aécio Neves, que disputa com Serra a candidatura pelo PSDB, é conhecido por 65%, mas não teria o voto de 28,5%. Enquanto 72% manifestaram conhecer Dilma, o índice de rejeição da ministra foi o segundo mais elevado, de 32,4%, atrás de Ciro Gomes do PSB, em quem 33,9% disseram que não votariam.

Guedes lembrou que o histórico de eleições no Brasil aponta que candidato com índice de rejeição de até 35%, "está dentro do jogo político, mas com 40% ou mais, não se elege". Ele destaca que a média de 20% dos votos são brancos ou nulos, restando 80% dos votos válidos para a disputa entre os candidatos.

Pela análise do diretor do Sensus, o apurado na pesquisa ainda está longe de indicar uma tendência. "Sem campanha formal e mesmo definição dos candidatos, o eleitor, hoje, ainda não decidiu quais critérios usará para julgar" e votar em 2010.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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