Dilma será a estrela, mas não vai comandar o PAC 2

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, será a estrela do lançamento da segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), previsto para o fim de março. Mas ela não tocará o plano.

Agência Estado |

Além de deixar o governo justamente nessa época para entrar na corrida à Presidência, como exige a Lei Eleitoral, Dilma sabe que o PAC 2 só pode figurar no Orçamento da União de 2011.

Embora o Planalto tenha conseguido executar apenas um terço do PAC original, que hoje completa três anos, a segunda versão será anunciada com toda pompa. O projeto não está pronto, mas marqueteiros já trabalham na sua propaganda, para impulsionar a campanha de Dilma.

Na prática, o PAC 2 será um pacote que vai amarrar projetos novos e velhos sob nova embalagem. Terá foco em grandes cidades, com o objetivo de atrair os votos das regiões metropolitanas do Sul e do Sudeste, onde a oposição está na frente na disputa com a petista. Mesmo sem poder levar adiante a segunda versão do programa, Dilma vai usá-lo como bandeira de sua campanha ao lado do projeto original.

Confronto

Na primeira reunião ministerial do ano, realizada ontem na Granja do Torto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom da disputa entre o PT e o PSDB e partiu para o ataque. Após dias seguidos de troca de insultos entre os dois partidos, Lula chamou o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), de "babaca", disse que ele está "desconectado da realidade", só fala "bobagem" e não conhece o Brasil.

A reação de Lula, de acordo com relato de ministros, foi uma resposta às alfinetadas de Guerra ao PAC e à ministra Dilma. Em nota divulgada na quarta-feira, Guerra acusou a pré-candidata de "mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades". Antes, em entrevista à revista "Veja", o tucano afirmou que o PAC é uma ficção e definiu Lula como "o último presidente a fazer política com as mãos sujas".

Campanha 'plebiscitária'

Apesar da artilharia apontada para os tucanos, Lula pediu aos ministros que fujam da linha de tiro. Deixou claro, porém, que todos devem ter na ponta da língua números e obras do governo para a contraofensiva. O presidente avisou à equipe que vai se empenhar por uma disputa "plebiscitária" com o PSDB, que tem como pré-candidato o governador de São Paulo, José Serra. "Quero fazer a campanha do quem sou eu e quem és tu."

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