Dilma Rousseff recebe alta e deixa hospital em São Paulo

SÃO PAULO - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu alta e deixou o Hospital Sírio-Libanês nesta tarde de quarta-feira, segundo a assessoria do hospital. Dilma foi internada com fortes dores nas pernas na madrugada de terça-feira, consequência do tratamento que recebe contra um linfoma.

Redação |

Segundo o boletim divulgado pelo hospital, a ministra não apresenta mais as fortes dores nas pernas que causaram sua internação.

AE
Dilma deixará o hospital nesta tarde
Os exames realizados na terça-feira, quando ela foi internada, revelaram que as dores eram provocadas por uma miopatia, inflamação nos músculos em razão da quimioterapia a que vem sendo submetida.

O boletim médico divulgado às 12h15 pelo hospital foi assinado pelos médicos Antônio Carlos Onofre de Lira, diretor técnico hospitalar, e Riad Younes, diretor clínico.

Lula

Preocupado com a ministra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedirá a Dilma  que diminua o ritmo de suas atividades para cuidar da saúde. A agenda menos sobrecarregada, porém, não significa licença.

Embora a internação de Dilma no Hospital Sírio Libanês tenha reforçado o cenário de incerteza que cerca sua candidatura ao Palácio do Planalto, em 2010, nem Lula nem o PT trabalham com um plano B. "Eu não discuto essa hipótese. Primeiro porque não tem terceiro mandato . Segundo, porque a Dilma está bem", afirmou Lula após uma visita à agência espacial chinesa.

Câncer no sistema linfático

No dia 25 de abril, a provável candidata do PT ao Planalto em 2010 informou a descoberta de um linfoma, câncer no sistema linfático, detectado na axila esquerda. O tumor de 2,5 centímetros estava em estágio inicial, segundo os médicos, e foi retirado em cirurgia de 45 minutos no Hospital Sírio-Libanês.

O tratamento de quimioterapia deverá durar quatro meses e será aplicado em sessões realizadas no hospital a cada três semanas. De acordo com a equipe médica, composta por Roberto Kalil Filho (cardiologista), Paulo Hoff (oncologista clínico), e Yana Augusta Sarkis Novis (hematologista), a ministra encontra-se, neste momento, sem "evidência da doença ativa" (não há mais nenhum tumor) e fará a quimioterapia por segurança. Yana enfatizou que, como a doença está no estágio inicial, há grande chance de cura.

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