Dilma resiste à pressão e fica na Casa Civil até 3 de abril

BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve ficar no cargo até o último dia permitido pela legislação, 3 de abril de 2010, apesar da pressão do partido para que antecipe sua saída. Ela quer participar de vistorias e inaugurações de obras, apostar na transferência da popularidade do presidente para tomar um banho de rua e aproveitar ao máximo a vitrine ministerial.

Agência Estado |

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A ministra Dilma Rousseff
O PT ainda insiste para que Dilma deixe o governo em fevereiro, logo após ser aclamada candidata no 4º congresso da legenda, que aprovará as diretrizes de seu programa de governo e reunirá até mesmo convidados internacionais. Será um grande encontro, em Brasília, para marcar a comemoração dos 30 anos do PT.

Lula não concorda com o roteiro traçado pelo partido: acha que Dilma precisa ficar à frente da Casa Civil, comandando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e projetos estratégicos - como o plano habitacional Minha Casa, Minha Vida - até o prazo-limite fixado pela lei, seis meses antes da eleição de outubro.

O presidente também tem conversado com Dilma. Ela chegou a admitir a possibilidade de deixar a cadeira antes da hora, para se dedicar à campanha. Lula a dissuadiu da ideia. Alegou que, além de não ver vantagem na estratégia da saída antecipada - já que ela ficaria mais tempo sob bombardeio do PSDB do governador José Serra, também pré-candidato à Presidência -, Dilma é a "capitã do time".

Na tentativa de impulsionar a candidatura da ministra - praticamente desconhecida pelo eleitorado de baixa renda -, o governo e o PT preparam uma ofensiva de marketing para os próximos dias. "Não há nada que um banho de rua não resolva", disse Lula, de acordo com relato de interlocutores.

A estratégia é repetir viagens como a que foi feita às obras da transposição do São Francisco, onde a ministra mostrou que ainda precisa de muito ensaio para se aproximar da população com naturalidade. Em Barra, no oeste da Bahia, Dilma ameaçou dar um mergulho no meio da população, mas depois de alguns poucos abraços desistiu. As informações são do jornal " O Estado de S. Paulo".

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