Dilma recebe solidariedade de prefeitos petistas

Em meio a manifestações de solidariedade de prefeitos petistas reunidos em um hotel de Brasília, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que os defensores do governo têm lombo grosso e que sabem apanhar, segundo relato de governantes presentes ao encontro. Dilma evitou mostrar abatimento diante da pressão da oposição, que a associa à elaboração de um dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Agência Estado |

A ministra disse ainda que o governo "acredita em um projeto para o trabalhador" e ressaltou os avanços na economia e na política de distribuição de renda.
Em tom de brincadeira, numa alusão a um dos bordões da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, muitos prefeitos brincaram: "Deixa a mulher trabalhar." Dilma foi aplaudida várias vezes nos momentos de desagravo.
Uma moção de prefeitos de municípios do Pará e da governadora Ana Júlia Carepa de apoio a Dilma foi lida durante o encontro e apoiada pelos prefeitos. A prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins Lima, estava entre os cinco oradores escolhidos para falar depois da apresentação de Dilma. "É porque ela é mulher e o presidente Lula colocou nas mãos dela o PAC que ela está sofrendo esses ataques", discursou a prefeita.
Logo ao chegar ao Hotel Nacional, Dilma recebeu a solidariedade dos prefeitos petistas, que se concretizou na moção de apoio. "Manifestamos nossa solidariedade pelo momento que ela está passando e por ela ser uma das lideranças que podem substituir o presidente Lula. O que a oposição busca é expor a ministra", disse o prefeito de Vitória, João Coser.
Antes de iniciar a famosa apresentação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ministra disse aos prefeitos que o crescimento econômico "não é vôo de galinha". Ela exaltou a expansão do crédito, o "consumo de massa" e o "processo de crescimento econômico e distribuição de renda com política de igualdade de oportunidades". A ministra citou números do governo segundo os quais 20 milhões de brasileiros saíram das classes D e E e ingressaram na classe C.

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