Em reunião a portas fechadas com deputados distritais e dirigentes da cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) no Distrito Federal, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que o partido não deve encarar as Forças Armadas com ressentimento. Dilma não citou o ministro da Justiça, Tarso Genro, que há duas semanas entrou em rota de colisão com os militares ao pregar a punição de torturadores da ditadura (1964-1985), mas garantiu que o governo não tentará rever a Lei de Anistia, de 1979.

"Não temos que mexer com o passado. Temos que olhar para o futuro", afirmou a ministra, que é ex-guerrilheira, segundo relato de participantes do encontro.

Descontraída ao tomar café da manhã com companheiros de partido, a chefe da Casa Civil disse que a sociedade precisa fazer o debate sobre o papel de defesa das Forças Armadas, já que o Brasil é uma potência regional. E lembrou que tanto o Exército como a Marinha e a Aeronáutica necessitam ser reequipadas. No início desta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou todos os ministros a não alimentarem mais a polêmica com os militares. Enquadrado por Lula, Tarso repetiu várias vezes que nunca pregou mudanças na Lei da Anistia.

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