Dilma poderá subir em palanque de Lula após sair da Casa Civil, admite ministro

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, não descartou nesta terça-feira a presença da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, nos palanques de Lula após ela deixar a chefia da Casa Civil, em abril. No entanto, Padilha disse que decisão caberá à coordenação da campanha da ministra, que vai seguir a legislação eleitoral e não usará a máquina pública.

Andréia Sadi, iG Brasília |

"É a coordenação da campanha que vai tomar uma decisão sobre isso. O governo e a ministra Dilma vão seguir rigorosamente aquilo que a lei estabelece", disse, após encontro com lideranças no Senado para discussão sobre o pré-sal.

Cartilha da Advocacia-geral da União divulgada hoje diz que a ministra está liberada até junho, prazo para o registro de candidaturas às eleições de outubro, para participar de qualquer evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, a partir de junho essa participação estará vedada.

A cartilha tem 38 páginas e foi elaborada com base em normas previstas na legislação. De acordo com informações da AGU, o guia de conduta para 2010 começa definindo o agente público para fins eleitorais, desde o presidente da República, governadores, senadores e deputados até prestadores de serviços, passando pelos servidores titulares de cargos públicos ou empregados.

Tesoureiro do PT

Padilha negou que as investigações do Ministério Público sobre desvio de dinheiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), envolvendo o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, prejudiquem a campanha de Dilma. Segundo ele, não afetam nem a ministra nem o partido.

Vaccari presidiu a Bancoop até fevereiro, quando deixou o cargo para assumir o posto de tesoureiro do PT. A revista Veja publica reportagens segundo as quais ele estaria envolvido num esquema de desvio de mais de R$ 100 milhões da cooperativa ligada ao PT.

O PT já tinha adotado desde 2006, após o escândalo do mensalão, a política de que o tesoureiro do partido não acumula as contas da campanha. Mas, depois que o caso envolvendo Bancoop voltou à tona, dirigentes da legenda querem afastar qualquer possibilidade de João Vaccari exercer as duas funções e sobrar para a campanha de Dilma.

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