Dilma permanece internada para tratamento de dores

SÃO PAULO (Reuters) - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que vem se submetendo a quimioterapia preventiva para combater um câncer, permanece internada em hospital de São Paulo desde a madrugada desta terça-feira para tratamento de fortes dores nas pernas sentidas ao longo da segunda-feira. O segundo boletim médico do Hospital Sírio-Libanês desde que a ministra foi internada por volta de 3h, divulgado perto das 12h, informa que ela segue internada para tratamento de dores nos membros inferiores, causadas por quadro de miopatia (dor no sistema muscular).

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O hospital informa ainda que seu estado de saúde é estável e que ela faz uso de analgésicos. Não menciona, no entanto, a data da alta. No primeiro boletim, nesta madrugada, o hospital confirmou dores "de forte intensidade" nas pernas e comunicou que Dilma foi submetida a um exame de ressonância magnética "que demonstrou normalidade".

Dilma foi trazida de Brasília a São Paulo durante a madrugada para uma avaliação dos médicos que acompanham seu tratamento, segundo informou a Casa Civil em nota.

Na quinta-feira, dia 14, Dilma se submeteu no mesmo hospital à segunda sessão de quimioterapia desde que anunciou o diagnóstico de câncer linfático, no dia 25 de abril. Na mesma data ela informou a retirada de um nódulo de 2,5 centímetros na axila esquerda. Na ocasião, os médico avaliaram que as possibilidades de cura são superiores a 90 por cento.

Dilma chegou a ser medicada na segunda-feira em Brasília, mas sentiu alívio apenas momentâneo. Ela foi aconselhada por seus médicos a seguir para São Paulo.

Em viagem oficial à China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado do incidente por meio de assessores às 22h50 (horário de Brasília).

Potencial candidata à sucessão presidencial em 2010, Dilma terá de fazer tratamento quimioterápico a cada três semanas durante quatro meses para combater a doença.

Na sexta-feira, após a quiomioterapia, ela disse em entrevista coletiva que se sentia bem. "Não tenho enjoo, não tenho cansaço", afirmou. Na entrevista em que comunicou a doença ela previu que seu ritmo de trabalho não seria alterado pela doença.

(Reportagem de Carmen Munari e Fabio Murakawa)

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