Dilma: país vai seguir em frente mantendo respeito internacional

BRASÍLIA (Reuters) - Em clima de campanha eleitoral, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) defendeu nesta sexta-feira os programas sociais do governo e um esforço para continuar a ampliar a respeitabilidade do país no exterior. Pré-candidata do PT à Presidência da República, a ministra participou ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de cerimônia da sanção da lei que altera o plano de carreira dos integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

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"Tenho certeza que, juntos, nós brasileiros, vamos seguir em frente e garantir que o nosso país seja esse país tão respeitado como nós vimos nessa viagem de onde chegamos hoje, em Londres, em que o Brasil é reconhecido não como país do futuro, mas o país do presente", discursou Dilma.

"O país que de fato, ao melhorar a vida do seu povo, teve sua importância reconhecida em todos os fóruns internacionais. Ao fortalecer a sua economia e criar oportunidades para a sua população, vai em frente, com muita fé", acrescentou.

A ministra lembrou que o governo, "além de valorizar os servidores públicos", conseguiu criar empregos apesar da crise financeira global e também tem medidas voltadas à educação.

"É preciso defender essas políticas sociais do governo do presidente Lula porque elas têm levado o Brasil de fato a ter uma vida mais segura e mais sadia", destacou.

Aproveitando a plateia de policiais, Dilma citou ainda a questão da violência e da insegurança.

"Nós temos que priorizar a área da segurança pública. Nessa área, estamos propiciando melhores condições de vida a nossos policiais e bombeiros, combatendo sem cessar o tráfico de drogas e toda a sua rede de aliciamento", disse.

Para Dilma, é tarefa do governo e da polícia disputar cada criança e jovem com o crime organizado. "Eles têm os falsos atrativos. Nós podemos ter os verdadeiros atrativos. Por isso, falei de educação e emprego."

CRÍTICAS À OPOSIÇÃO

Em seu discurso, o presidente fez uma alusão ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que recentemente divulgou um artigo com críticas ao governo.

"Passou o tempo em que o país era governado por pessoas que pensavam diferente e agiam de forma muito distante daquilo que era o anseio da comunidade brasileira", disse Lula.

Segundo ele, há quem torça para seu governo não dar certo e que não se dá conta de que o Brasil vive um momento de maior autoestima e valorização no cenário internacional.

"Os empresários estrangeiros elogiam tanto o Brasil que muitas vezes até eu fico em dúvida se eles estão falando do meu país", ironizou Lula.

"É tanto elogio à nossa economia, à nossa política fiscal, à geração de empregos e às políticas sociais que eu até fico me beliscando para saber se é verdade o que eu estou ouvindo."

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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