Dilma nega conhecer Marcos Valério e defende Dirceu em caso mensalão

BRASÍLIA - A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, prestou depoimento nesta terça-feira como testemunha no processo que investiga o caso do mensalão. Em resposta a questionamento de advogados de réus no processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF), Dilma afirmou que não conhece o empresário Marcos Valério Fernandes e defendeu o ex-ministro da Casa Civl, José Dirceu.

Redação com agências |

 Dilma foi arrolada como testemunha do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que teve mandato de deputado cassado em virtude do escândalo, e do ex-deputado José Janene (PP-PR).

O esquema de pagamento de suposta mesada a parlamentares em troca de favorecimento em votações de projetos interesse do governo foi denunciado por Roberto Jefferson em 2005. Segundo ele, os pagamentos chegavam a R$ 30 mil e eram viabilizados por meio de movimentações financeiras do empresário Marcos Valério, com aval do PT.

Ao ser questionada sobre seu conceito em relação a seu antecessor na Casa Civil, o ex-ministro José Dirceu, Dilma afirmou que ele foi injustiçado e é pessoa a quem ela tem muito respeito. Dirceu também foi cassado por envolvimento no esquema.

Dilma também destacou que soube o esquema por meio da imprensa e que acredita não ter havido espaço para favorecimento como denunciado por Roberto Jefferson. "Isso não aconteceu até porque era impossível fazer isso. Não havia possibilidade. Não houve nem vantagem financeira nem de qualquer outro tipo", enfatizou a ministra.

Em relação ao seu relacionamento com o petebista, Dilma afirmou tê-lo conhecido durante tramitação da Reforma do Sistema Energético, aprovada em novembro de 2004. Na época, Dilma era ministra de Minas e Energia. Ela reconheceu que o texto foi aprovado rapidamente pelo Congresso.

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