Dilma mantém tom incisivo ao cobrar obras

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, comandou hoje a apresentação do sétimo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com a mesma disposição das últimas apresentações e voltou a exibir um temperamento forte e incisivo na cobrança da execução das obras e no pedido para que os ministros atuem de forma coordenada. Sem citar nomes, fez cobrança em público aos assessores e respondeu de forma enfática às perguntas dos jornalistas.

Agência Estado |

Em alguns momentos, demonstrou uma certa irritação e reclamou de reportagem publicada por um site na semana passada, segundo a qual somente 3% das obras do PAC estavam concluídas. Ela garantiu que 14% das obras previstas já foram entregues.

Dilma, ao comentar a questão dos prazos das obras, reconheceu as divergências e cobrou os ministros. Ela observou que todos os prazos de obras "são acordados" entre eles. "Isso é um princípio elementar de gestão", afirmou. Ela lembrou um comentário feito recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que o governo trabalha "no método Toyota", numa referência à linha de montagem de uma montadora, isto é, de forma integrada.

Durante a exposição, a ministra pediu ajuda de uma assessora para conseguir ler os dados exibidos no power point. O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, também leu alguns informações sobre obras do PAC, na Bahia. Minc, um dos 12 ministros presentes ao evento, evitou aumentar a polêmica que ele próprio iniciou na semana passada quando disse que estava "eticamente" e "moralmente" impedido de dar a licença para construção da BR-319, no Amazonas.

Mas não foi só a ministra Dilma que passou por apuros para entender as transparências exibidas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ficou irritado quando identificou em uma transparência que o ministério da Fazenda projetava uma queda de 0,3% no PIB deste ano. O erro foi reproduzido no relatório divulgado à imprensa. O ministro do Planejamento Paulo Bernardo, um dos mais bem-humorados do governo, entrou em cena para desanuviar o ambiente com uma brincadeira: "Por favor, senhor assessor se apresente na plateia". Mantega entrou na brincadeira e disse: "Ele já se apresentou para mim e, neste momento, está no hospital". Todos riram.

    Leia tudo sobre: dilma

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG