Dilma faz estreia no forró no São João de Caruaru

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez sua estreia no forró na noite do último sábado tendo como par o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, ao som do pandeiro, triângulo e zabumba, instrumentos que caracterizam o autêntico forró pé-de-serra. Dancei bem dançado, contou ela.

Agência Estado |

A imprensa não pôde registrar a iniciação da ministra no ritmo nordestino, que aconteceu durante jantar na casa do deputado federal Wolney Queiroz (PDT), filho do prefeito de Caruaru José Queiroz (PDT), onde a ministra chegou, às 21h40, em uma van, vindo do Recife, a 130 quilômetros, com a comitiva do governador Eduardo Campos (PSB) - que incluía o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e a secretária especial da Mulher, Nilcéa Freire - para participar da abertura do São João de Caruaru, a "capital do forró".

Ela destacou especialmente o som do triângulo, "maravilhoso". A festa em torno da ministra reuniu parlamentares do PMDB, PSDB, PDT e PP, além do PT. Depois, a ministra seguiu para o Pátio do Forró, no camarote da prefeitura, apreciando de cima - depois de ter subido 46 degraus - a multidão que se espalhava na praça enfeitada com balões e bandeirinhas, dançando e assistindo aos shows em um palco armado.

Mesmo cumprindo um roteiro de candidata, a ministra, que não assume a candidatura à Presidência da República em 2010 "nem amarrada", disse acreditar que "o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seja quem for, tem grande chance de ganhar a eleição", ao comentar a afirmação do presidente de que o candidato do governo vai ganhar a eleição de 2010.

Ela afirmou estar aproveitando a "oportunidade rara" de conhecer as manifestações populares da diversificada cultura nordestina. No carnaval, ela esteve no Recife e em Olinda, quando foi reconhecida nas ruas. Numa região em que o presidente Lula tem alto índice de popularidade, Dilma comentou que em todo contato seu com o Nordeste sente "uma imensa afetividade por parte das pessoas". "Aqui é um dos melhores lugares para se viver, porque tem um baita calor humano, há facilidade de transmitir sentimento".

Tratamento

Esbanjando simpatia, a ministra não entrou em contato direto com as pessoas, não circulou pelas ruas. Ela lembrou que reduziu o ritmo de trabalho que era muitas vezes "excessivo", para um "ritmo normal" - dentro desse esquema, cancelou hoje sua participação em festa religiosa em Tabatinga - e falou sobre a quimioterapia a que se submete, em tratamento de um câncer linfático. "A quimioterapia não é algo fácil, é algo bastante desagradável, mas não é insuportável", disse.

A grande vantagem, segundo ela, é que tem data para acabar. "Ela (a quimioterapia) começa, mas ela termina". "Óbvio que em alguns momentos me sinto mais debilitada, em outros não sinto nada". "É assim: quanto mais se melhora mais chega perto da próxima (sessão de quimioterapia)".

Com a voz embargada, emocionou-se ao comentar a solidariedade que tem recebido da população por conta do câncer. "Nosso povo é muito mais compreensivo e consciente do que a gente imagina", disse ao falar das orações, medalhinhas e cartas que tem recebido dos brasileiros que estão na torcida pela superação da doença. "Só tenho a agradecer".

No camarote, pouco antes de deixar a festa para retornar ao Recife, ela se encontrou e abraçou o ex-presidente da Câmara Federal, Severino Cavalcanti (PP), que renunciou ao mandato devido ao envolvimento no chamado "escândalo do mensalinho" em 2005. Severino é atualmente prefeito da sua cidade natal, João Alfredo, no agreste. A ministra e a comitiva do governador passaram três horas em Caruaru. Deixaram a festa depois da meia noite, retornando ao Recife, onde hoje almoçou com Eduardo Campos no Palácio do Campo das Princesas, antes de embarcar para Brasília.

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