A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, discursava há mais de 10 minutos no lançamento da candidatura de Aloizio Mercadante ao governo paulista quando um militante petista desabafou: ela é o nosso Geraldo Alckmin, o nosso picolé de xuxu. O discurso de Dilma não empolgou nem os militantes mais aguerridos do PT presentes na manhã deste sábado na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo para o ato de lançamento de Mercadante ao governo e Marta Suplicy ao Senado." / A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, discursava há mais de 10 minutos no lançamento da candidatura de Aloizio Mercadante ao governo paulista quando um militante petista desabafou: ela é o nosso Geraldo Alckmin, o nosso picolé de xuxu. O discurso de Dilma não empolgou nem os militantes mais aguerridos do PT presentes na manhã deste sábado na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo para o ato de lançamento de Mercadante ao governo e Marta Suplicy ao Senado." /

Dilma exalta candidatos, mas não empolga militantes do PT em São Paulo

http://images.ig.com.br/ult_us/selo_eleicoes.jpg align=leftA pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, discursava há mais de 10 minutos no lançamento da candidatura de Aloizio Mercadante ao governo paulista quando um militante petista desabafou: ela é o nosso Geraldo Alckmin, o nosso picolé de xuxu. O discurso de Dilma não empolgou nem os militantes mais aguerridos do PT presentes na manhã deste sábado na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo para o ato de lançamento de Mercadante ao governo e Marta Suplicy ao Senado.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

"É que está todo mundo mal acostumado com o Lula. Agora vai ser diferente. A campanha deste ano será muito politizada, não terá tanta emoção", justificou o deputado federal Jilmar Tatto.

Futura Press
Dilma com Marta e Mercadante durante encontro

Dilma com Marta e Mercadante durante encontro

Embora tivesse dois teleprompters à sua dispoisição e um discurso elaborado previamente pela equipe de redatores contratada para a campanha, Dilma preferiu improvisar. O resultado foi uma sucessão de frases do tipo: "precisamos avançar e avançar significa melhorar a vida de cada uma das pessoas do povo brasileiro". O momento de maior emoção foi a entrada da ex-ministra da Casa Civil no palanque, com direito a chuva de papel picado e um novo jingle com o refrão "vem, Dilma, vem" em ritmo sertanejo.

Orientada a não ofuscar os donos da festa, Mercadante e Marta, Dilma gastou a maior parte do tempo enaltecendo os candidatos do PT ao governo e ao Senado. No restante do discurso repetiu o roteiro de comprarações entre os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso e fez críticas à gestão tucana que já dura mais de 15 anos no estado de São Paulo.

Dilma fez referências à falta de diálogo do governo com professores grevistas e acusou os tucanos de não terem preparado o estado mais rico do país para os desafios do futuro.

Quando tentou sair do roteiro de comparações e críticas e apontar para o futuro, esbarrou no solgan de Serra "o Brasil pode mais". "Temos que ter clareza que São Paulo merece mais", disse ela.

Mercadante chora

O discurso de Dilma contrastou com o do pré-candidato a governador, que não conteve a emoção e chorou ao lembrar que deixou de acompanhar momentos importantes de seus dois filhos para se dedicar à política. Ele fez duras críticas ao governo tucano citando números e fatos e anunciou as linhas gerais do que pretende fazer caso seja eleito. Ao explicar porque deixou uma reeleição quase certa ao Senado para concorrer ao governo, Mercadante não se lamentou: "nosso caminho nunca foi fácil".

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