Dilma espera polarização de campanha em 2010

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, admitiu nesta sexta-feira, em Salvador, a hipótese de polarização na campanha pela Presidência da República, em 2010, entre o PT e o PSDB. Isso é inexorável, disse.

Agência Estado |

Dilma afirmou que o povo poderá optar entre dois projetos: o do presidente Lula, que segundo ela, vem promovendo uma profunda transformação no País, e o que havia antes.

"Poderemos confrontar os dois projetos. E só ver o que foi feito de 2003 até agora e o que foi feito anteriormente", comparou.

Dilma reconheceu a divisão da base do presidente Lula na Bahia, o que proporcionará dois palanques no Estado: um do PT e outro do PMDB. Entretanto, a ministra defendeu a preservação da unidade em nível nacional. "Se for possível, o importante é ter a base unida", disse no município de Feira de Santana, a 110km da capital, onde participou da assinatura do termo de concessão das BRs-324 e 116 à iniciativa privada.

Dilma não quis se aprofundar sobre as últimas pesquisas de opinião que apontam o favoritismo do provável adversário, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). "Já houve quem disse que ia se eleger antes, até sentou na cadeira e perdeu a eleição", alfinetou. A ministra referia-se ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, uma das principais lideranças tucanas que, numa disputa pela Prefeitura de São Paulo, com o também ex-presidente Jânio Quadros, em 1985, chegou a sentar-se na cadeira de prefeito. Saiu derrotado.

Campanha

Afirmando não estar em campanha porque ainda não houve a indicação do partido, ela alegou que a extensa agenda que cumpre na Bahia, até a manhã deste sábado, é oficial. No entanto, os discursos dela e do governador Jaques Wagner enalteciam os feitos da administração petista e sinalizavam a necessidade da continuidade do projeto político petista.

"Tenho a honra de participar do governo de um grande líder de reconhecimento internacional, que trouxe o futuro que nunca chegava, e agora é presente", disse. Em outro ponto afirmou que o presidente tem dentro de si um compromisso com o povo nordestino e observou que foram os pobres que contribuíram para que o País saísse da crise financeira em tempo recorde, por terem assegurado o consumo.

"A senhora é muito importante no presente e será ainda mais num futuro próximo. Continuaremos construindo o projeto político capitaneado por Lula, que está mudando a face do Brasil", disse o governador petista.

Bênção

Antes de seguir para Feira de Santana, a ministra vestiu branco, a cor preferida dos baianos na sexta-feira, e subiu a Colina Sagrada para assistir a uma missa pela cura do câncer linfático que a acometeu, na Igreja do Senhor do Bonfim. Antes de entrar na igreja, ela cumpriu outro ritual típico do sincretismo baiano: tomou banho de folha pelas mãos de pais e mães de santo. Dilma foi abençoada dentro e fora do templo.

Esbanjando simpatia e descontração, Dilma atendeu a populares, posou para fotos, abraçou ambulantes e beijou crianças. A ministra ainda abraçou idosos e doentes no Hospital Santo Antonio, que integra as Obras Assistenciais de Irmã Dulce, visitou o santuário e o túmulo da freira.

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