BRASÍLIA - Depois de mais de sete anos no governo, a pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), deve dizer adeus às suas funções de ministra em Minas Gerais, Estado em que nasceu e onde precisa crescer para fazer frente à força no Sudeste de seu principal adversário. No mesmo dia, 31 de março, a ministra passará antes pelo Rio Grande do Sul, berço de sua trajetória política.

A sugestão dos dois destinos foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse uma fonte do governo próxima à chefe da Casa Civil. A agenda, porém, ainda pode sofrer alterações a depender das conveniências, acrescentou a fonte sob condição de anonimato.

Em Porto Alegre, Dilma deve inaugurar mais uma etapa do metrô. Logo depois, seguiria para Contagem (MG), onde participa de solenidade do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC Urbanização. O lugar é simbólico: é a prefeitura mais importante do PT em Minas e comandada por uma mulher, Marília Campos.

Nos últimos dias de governo, ela anunciará o PAC2 - agenda de obras para o futuro Executivo - e passará também pelo Nordeste, região em que já desponta com alguma liderança. Lá, Lula tem índices ainda maiores de popularidade, superiores aos cerca de 80 por cento que vem recebendo nos últimos meses.

O problema da ministra é no Sul e no Sudeste. Não por acaso, serão estes o foco central de sua campanha para reduzir a vantagem do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pré-candidato oposicionista e líder nas pesquisas de intenção de voto.

Segundo levantamentos recentes, o tucano lidera nessas regiões com mais de 10 pontos percentuais.

Segundo colégio eleitoral do país --atrás somente de São Paulo-- Minas pode ser o fiel da balança nas eleições de outubro. Será, certamente, uma das principais arenas desta eleição.

O desafio é grande e o vice-presidente José Alencar (PR), será um dos cabos eleitorais de Dilma junto aos mineiros.

José Serra cobiça o Estado e conta com o empenho de Aécio Neves (PSDB), atual governador e com níveis de aprovação semelhantes ao de Lula. Pré-candidato ao Senado, sua adesão efetiva na campanha do oposicionista será fundamental para determinar o resultado da disputa.

No dia 1º de abril, todos os novos ministros devem assumir suas pastas.

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