Dilma e Marina visitam feira de Internet em busca de voto

SÃO PAULO (Reuters) - Em busca de votos de jovens aficionados por tecnologia, as pré-candidatas à Presidência Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) visitaram uma feira de Internet e tiveram posturas diferentes sobre campanhas antecipadas. Dilma disse que ainda não foi indicada pelo partido, enquanto Marina admitiu que não foi ao evento de forma artificial. Eu não posso me afirmar candidata. Eu não sou candidata. Só quando o PT se reunir no congresso em meados de fevereiro eu serei, disse Dilma ao responder a uma pergunta de um participante da feira Campus Party que lhe perguntou o que faria sobre as regras para a Internet se eleita presidente.

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"Isso não é uma questão formal, é uma questão de respeito político pelo partido ao qual sou filiada", acrescentou.

A oposição ingressou na Justiça eleitoral com várias ações contra a ministra por antecipação de campanha, mas ainda não houve condenação. Pela legislação, a campanha eleitoral só tem início a partir de julho.

Marina afirmou que passou a jogar o jogo dos adversários, admitindo que começou a antecipar a campanha.

"Eles anteciparam a campanha, infelizmente anteciparam. Agora, não dá para você antecipar o jogo e dizer para os outros jogadores, olha, não joguem. Aí fica injusto", disse. "Obviamente que eu não estou aqui de forma artificial."

Dilma e Marina não se cruzaram na feira repleta de bancadas de jovens internautas. A petista atraiu mais público na sessão de perguntas e respostas, o que levou um internauta a exibir a pergunta na tela de seu laptop: "Por que a Marina não teve a mesma cobertura?"

Outra tela trazia o protesto: "Dilma pistoleira, você não será eleita." O autor, Fabio Silva, de 24 anos, de Campinas (SP), disse que pertencia ao movimento estudantil. Dilma não dirigiu o olhar para as telas e saiu sem dar entrevistas.

(Reportagem de Carmen Munari)

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