Dilma é avó, mãe e tia do PAC, diz Lula

BELO HORIZONTE - Em solenidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na cidade de Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuou a trocar afagos com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ela é, na verdade, a mãe, a avó e a tia do PAC, disse o presidente.

Redação com agências |


Lula também fez uma referência direta às eleições municipais deste ano. No palanque montado na periferia da cidade, Lula disse que a população deve estar atenta com os candidatos que, de última hora, posam de "milagreiros".

"Vocês precisam acompanhar, porque agora é época de eleição. Agora é que vocês precisam descobrir quem é que esteve e está com vocês há muito tempo ou quem vai aparecer de última hora achando que é um milagreiro. Estou muito à vontade porque não sou candidato a prefeito, mas é nessa época que o pobre tem valor".

O presidente - que, com dores no pescoço, usava um colar ortopédico - voltou a dizer que o PAC é uma "reparação histórica" com a população mais pobre e reiterou que continuará a viajar pelo País.

"Não se preocupe com o meu pescoço. Quando ele quebrar e eu não conseguir mais segurar a cabeça, eu vou pegar uma parte do pescoço de vocês e vou continuar falando e viajando por esse País".

Não sou candidato

Lula aproveitou a viagem à capital mineira para mandar um recado à oposição, reiterando que não é candidato ao terceiro mandato. Segundo ele, a oposição não quer que ele viaje, alegando que está fazendo campanha.

Eu não sou candidato. O que eles (membros da oposição) querem é que eu fique dentro do meu gabinete, vendo eles fazerem discurso contra mim. Entre ouvir eles falarem de mim e abraçar o povo desse País, eu vou pra a rua", declarou o presidente.

Lula destacou que o PAC dispõe de um montante de recursos da ordem de US$ 504 bilhões a serem aplicados, e espera é que os próximos governantes continuem a realização das obras.

"Tenho fé em Deus que a gente que vier depois de nós vai ter que continuar o que fizemos, porque o povo aprendeu a gostar do que é bom", disse. Segundo o presidente, o governo vai continuar cobrando dos prefeitos e governadores o cumprimento das metas do programa.

O presidente Lula anunciou também que "o PAC não quer liberdade, quer controle e fiscalização porque senão não funciona". Ele elogiou o programa falando que o objetivo é melhorar a vida das pessoas dando a elas condições dignas, e ponderou que não quer que o País fique dividido entre ricos e miseráveis.

Lula criticou a Receita Federal com relação à lei que transfere para os municípios a arrecadação do Imposto Territorial Rural (ITR), por meio de um convênio entre Prefeituras e a Receita. Segundo o presidente, o nível de exigência da instituição não viabilizou o cumprimento dessa lei.

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