Apresentada em nota à imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Japão como o nome “mais promissor” do PT para a eleição de 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cumpre hoje em Tóquio uma agenda típica de chefe de Estado, como representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas comemorações dos 100 anos de imigração japonesa para o Brasil. Dilma estará ao lado do imperador Akihito e da imperatriz Michiko em uma das principais cerimônias para marcar a data a serem realizadas no Japão, da qual também participarão o príncipe herdeiro, Naruhito, e o primeiro-ministro, Yasuo Fukuda.

A ministra chegou à capital japonesa na noite de segunda-feira e, ontem, fugiu da imprensa durante todo o dia. A embaixada do Brasil não divulgou sua agenda e jornalistas recebiam a informação de que Dilma não daria entrevistas.

Os poucos dados sobre seu roteiro na cidade foram fornecidos em um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Japão. Segundo o texto, a agenda da visita incluiu encontros com quatro ministros: Masahiro Koumura (Relações Exteriores), Akira Amari (Economia, Comércio e Indústria), Tetsuzo Fuyushiba (Terra, Infra-Estrutura, Transporte e Turismo) e Hiroya Masuda (Assuntos Internos e Comunicação).

O mesmo texto descreveu Dilma como o “braço direito” de Lula e o “número 2” da administração petista, além de mencionar sua condição de presidenciável. Responsável pela implementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Dilma também teria reuniões com representantes de empresas privadas e visitaria a central da Companhia Ferroviária do Japão. Amanhã, Dilma irá a Kyoto, a convite do governo japonês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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