A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi aclamada hoje pré-candidata do PT à Presidência da República, durante o último dia do Congresso do partido, em Brasília. O novo presidente da legenda, Jose Eduardo Dutra, abriu os discursos do evento explicando a resolução aprovada ontem pelos delegados do PT, na qual radicaliza as propostas para o plano de governo para a pré-candidata Dilma.

O presidente petista afirmou que o partido vem repetindo em "palavras e em textos", que as diretrizes de programa de governo serão apresentadas à cândida e aos partidos aliados. "Cada partido indicará seu representante para elaborar o programa de governo, que será debatido com ela (Dilma Rousseff)", discursou Dutra.

O dirigente do PT também procurou justificar a não inclusão explícita do PMDB na parte do documento que trata das alianças eleitorais. "A resolução é cristalina. Nós queremos, vamos trabalhar e vamos fazer aliança com todos os partidos que fazem parte da base de apoio do presidente Lula no Congresso. Temos um protocolo de intenções com o PMDB, assinado no ano passado, nós temos feito reuniões periódicas com o partido para tratar das questões regionais e vamos continuar trabalhando nisso", disse Dutra. Ele reafirmou ainda ser consenso que o maior partido da base apresentará o nome par compor a chapa com Dilma no momento oportuno.

As diretrizes do programa de governo de Dilma aprovados pelo 4º Congresso ontem defendem a jornada de 40 horas semanais, o combate ao monopólio dos meios de comunicação eletrônicos, a cobrança de impostos sobre grandes fortunas, o apoio total ao Programa Nacional de Direitos Humanos, entre outros.

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