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Dilma diz que vive momento afetivo com o PT

Sorridente e bem-humorada, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, saiu da abertura do 4º Congresso do PT, nesta quinta-feira em Brasília, dizendo-se ¿comovida¿ com a reação dos participantes a seu discurso. Segundo ela, foi um momento ¿afetivo¿.

Priscilla Borges, iG Brasília |

Durante mais de uma hora, a ministra falou sobre as realizações do governo Lula a uma plateia de aproximadamente 120 pessoas, convidados estrangeiros que participam de seminário durante o congresso. Além de enumerar os avanços obtidos na área de energia e educação, ressaltou a importância dos programas de inclusão social, como o Bolsa-Família. Chegou a brincar em alguns momentos com os colegas de mesa, como Ricardo Berzoini.

Mesmo evitando falar de candidatura, que deve ser lançada pelo partido neste sábado, Dilma deu sinais de que está assumindo novas posturas diante do público e possíveis eleitores. Quem assistiu ao discurso da ministra no Congresso petista ¿ que foi fechado à imprensa ¿ notou falas menos técnicas e mais diretas. O deputado Fernando Ferro (PE) acredita que Dilma está incorporando a transição de ministra a candidata.

Quando ela começou a trabalhar no Ministério de Minas e Energia, usava uma linguagem muito técnica, que ela domina muito bem. Agora, está mudando a fala para algo mais geral, direcionado a qualquer público, avalia. Ferro acredita que as pessoas devem evitar compará-la a Lula. Estamos acostumados a ouvir um político com a experiência de Lula falar. Não será uma transição fácil. Mas cada um deve manter seu estilo, afirma.

A transição de quem fala a públicos específicos para grandes massas, mudança necessária a uma candidata à Presidência da República, que fará campanhas e comícios em todo o Brasil, já começou há 12 meses. Essa é a avaliação de Ricardo Berzoini, que acaba de deixar a presidência nacional do Partido dos Trabalhadores. Ela vive essa posição de ministra e candidata há mais de um ano. Não acho que há diferenças substanciais. Ela não fez um discurso agitativo, comenta.

Berzoini defende a postura de Dilma como a de uma mulher lutadora, que fala com firmeza sobre suas convicções. A exposição de Dilma foi muito clara e precisa, disse o secretário especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia. A senadora Serys Slhessarenko (MT) garantiu que o tom de campanha de Dilma ainda não é de campanha eleitoral. Ela falou como ministra que sabe das coisas, como ela é. Apresentou números e dados importantes dos avanços do governo, analisou.

Aplausos

Do hall do auditório do Centro de Convenções Ullysses Guimarães, onde acontece o seminário do Congresso, foi possível ouvir aplausos para a ministra. Segundo Berzoini, a fala dela foi interrompida em diversos momentos com os aplausos da platéia. Por isso, Dilma se disse emocionada com a receptividade do público. O senador Aloísio Mercadante (SP) enfatizou: Ela é um trator de candidata.

Estudantes que assistiram à palestra comentaram que, apesar do tom institucional da palestra, a ministra demonstrou mais familiaridade com a platéia. Ao final de sua fala, Dilma ressaltou que é preciso manter as estratégias adotadas durante o governo Lula para manter o desenvolvimento do país. Segundo depoimentos, ela foi aplaudida de pé.

4º Congresso Nacional do PT

O Congresso Nacional do PT, cuja 4ª edição começou por volta das 10h desta quinta-feira, em Brasília, é o principal foro de decisão do partido que na semana passada celebrou 30 anos de existência. Sem periodicidade fixa, o Congresso é convocado em momentos chave e define desde aspectos teóricos e programáticos até estratégias eleitorais e o funcionamento burocrático do PT.

Nesta quarta edição, os 1.300 delegados escolhidos por votação direta no final do ano passado vão discutir estratégia eleitoral, programa de governo e organização do partido, mas o pano de fundo será como superar a dependência eleitoral do PT em relação ao seu maior líder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pela primeira vez desde 1982 não será candidato.

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