Dilma diz que relação com aliados tem de ser qualificada

O governo vai continuar mantendo a postura de amenizar as críticas do ex-ministro e candidato à presidência pelo PSB, Ciro Gomes, sem confrontá-lo, para preservar a aliança e o aliado durante o processo eleitoral. Antes de participar da reunião da Juventude Petista em Brasília, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, elogiaram Ciro, apesar de ele ter condenado a frouxidão moral da aliança governista PT-PMDB.

Agência Estado |

Em vez de polemizar, os ministros preferiram defender a aliança e qualidade dos partidos da base. "Eu entendo perfeitamente que cada um pode ter a sua opinião e respeito todas, ainda mais a opinião de uma pessoa extremamente qualificada, e a quem eu pessoalmente respeito muito, que é o ex-ministro Ciro Gomes", disse a ministra Dilma. "Acho o Ciro Gomes um dos políticos mais qualificados do nosso País. Agora, nem por isso eu vou deixar de acrescentar o fato de que nós temos uma aliança qualificada e que por isso a nossa relação com os partidos da nossa base também tem que ser uma relação qualificada."

Já Padilha lembrou que hoje 17 partidos apoiam o governo do presidente Lula, "estão lá no Congresso e nos ajudam com os governos estaduais e governos municipais". "Está provado que essa aliança possibilitou um conjunto de avanços para o País que faz com que o governo Lula seja aprovado e tenha mudado tanto o Brasil. A continuidade dessa aliança é que nós queremos para continuar esse caminho no Brasil", comentou.

Questionado sobre se Ciro Gomes não é um problema para aliança por causa dos sucessivos ataques que faz, Padilha respondeu: "muito pelo contrário". "O ex-ministro Ciro Gomes é um companheiro valioso, achamos e queremos que ele esteja junto conosco e as relações nossas com o PSB são as melhores possíveis. E vamos caminhar de forma muito tranquila".

O ministro lembrou que a direção do PT e do PSB vão voltar a se reunir em março para fazer uma avaliação conjunta. Ciro é candidato ao Planalto, embora o presidente Lula gostaria que ele disputasse o governo de São Paulo. "Eu acho que vamos ter uma candidatura única da base (ao Planalto). Essa eleição vai ser uma eleição polarizada, como diz o presidente Lula é a eleição do 'quem sou eu e quem és tu'. Nós queremos realmente comparar dois projetos para o País e temos certeza absoluta que o presidente Lula nos ensinou o caminho de como devemos continuar mudando o Brasil".

Padilha fez questão, ainda, de comemorar a reeleição do deputado Michel Temer, para a presidência do PMDB. Temer é o mais forte candidato a vice na chapa de Dilma. "Sem dúvida alguma a vitória do presidente Temer reforça a aliança do PMDB com a candidatura da ministra Dilma", declarou Padilha, acentuando que Temer foi vitorioso de forma unitária, sobretudo no grupo que apoia a coalizão e que está presente hoje no governo.

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