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Dilma diz que não foge e ironiza slogan da campanha de Serra

A pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, voltou a defender neste sábado, em evento realizado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos no ABC, Grande São Paulo, um Estado forte a serviço do interesse nacional e, colocando-se como contraponto à oposição, tentou descontruir o slogan da campanha de José Serra, que se lançou neste sábado como pré-candidato à presidência pelo PSDB.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

AE
Dilma tira fotos

Dilma tira fotos com populares ao chegar a evento no ABC

"O Brasil pode mais porque nós pudemos mais. (...) Essa é a diferença entre nós e eles. Eles podem e nós fazemos", afirmou Dilma, em referência ao slogan da campanha de Serra, o "Brasil pode mais".

Sem citar nomes, Dilma disse que não pediria para as pessoas esquecer o que ela fez. "Vocês não me verão pedindo que esqueçam o que afirmei ou escrevi", afirmou, em referência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que teria dito a frase.

A pré-candidata também fez um ataque indireto a Serra ao dizer que pode apanhar, mas não foge. "Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada, mas estou sempre firme com minhas convicções. Em cada época da minha vida, fiz o que fiz por acreditar no que fazia. Só segui o que a minha alma e o meu coração mandavam. Nunca me submeti. Nunca abandonei o barco". A frase foi interpretada como um ataque à Serra que se exilou no Chile durante a ditadura.

"Nós fazemos"

Lula, que também participou do evento, partiu para o ataque.  "Não acredito que a inteligência do meu adversário copiou o slogan do [presidente dos Estados Unidos, Barack] Obama", disse. "Não basta copiar o Obama e dizer que nós fazemos porque ele já disse que eu sou o cara. E eu respondi ao Obama que vocês é que são os caras".

Mostrando-se bem informado sobre o evento realizado em Brasília para lançar a pré-candidatura de Serra, Lula disse que "o momento auspicioso foi quando o ex-governador de Minas [Aécio Neves] disse que é preciso reforçar as privatizações. Foi o momento de maior aplauso na festa dele".

AE
Lula

Estrategicamente, Lula chegou a evento depois de Dilma

"Se não fosse o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o BNDES, nós teríamos sucumbido na crise". "Foi preciso um metalúrgico, socialista, para ensinar esse povo como fazer o capitalismo".

Já Dilma referiu-se às privatizações ao afirmar que não deixaria que o "patrimônio nacional... seja dilapidado e partido em pedaços." "Não vou destruir o Estado, diminuindo seu papel a ponto de tornar-se omisso e inexistente", disse, voltando a chamar a oposição de "viúvas da estagnação".

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