SÃO PAULO (Reuters) - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira que a oposição quer interditar o governo ao processá-la na Justiça Eleitoral por promover, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, suposta campanha eleitoral antecipada à sucessão presidencial em 2010. Eu acho que tem esse intuito (de antecipar a disputa eleitoral). E tem sobretudo o intuito de interditar o governo, afirmou Dilma a jornalistas após participar do encerramento do Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, na sede da Força Sindical, em São Paulo.

"É estranho que essa tentativa sempre ocorra quando há políticas do governo sendo implantadas. E são políticas que beneficiam o Brasil."

A representação, feita pelo DEM e pelo PSDB, tem como foco a participação de Dilma em um encontro patrocinado pela Presidência da República, que reuniu cerca de 4.000 prefeitos em Brasília entre os dias 10 e 11 de fevereiro.

A representação leva em conta, entre outras coisas, reportagens da mídia e uma foto da tenda no evento onde era possível aos prefeitos fazer uma fotomontagem ao lado de Lula e Dilma.

Dilma negou que o encontro tivesse um caráter eleitoreiro e classificou as fotos de "uma manifestação lateral".

Sobre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que também rendem críticas da oposição, a ministra afirmou que elas beneficiam Estados governados pelo DEM e pelo PSDB, e disse que continuará participando de inaugurações.

"Em várias cidades tem projetos que nós vamos prestar conta deles, nós vamos participar das inaugurações", disse a ministra. "Nós devemos inclusive também acompanhar nesta fase o andamento dos projetos", acrescentou.

(Reportagem de Fabio Murakawa)

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