Dilma diz que não vai avisar sobre sessões de quimioterapia

BRASÍLIA (Reuters) - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira que se sente bem após ter passado pela segunda sessão de quimioterapia, realizada na quinta-feira em São Paulo. Potencial candidata à sucessão presidencial em 2010, Dilma revelou em 25 de abril ter um câncer linfático. No total, ela terá de fazer tratamento quimioterápico a cada três semanas durante quatro meses para combater a doença.

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"Hoje eu estou me sentindo muito bem. Não tenho enjoo, não tenho cansaço", afirmou Dilma a jornalistas, acrescentando que se sente "ultra bem".

Em entrevista concedida na Base Aérea de Brasília depois de se despedir do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viajou ao exterior, a ministra respondeu as críticas de que sua agenda oficial indicava que ela tinha compromissos em Brasília enquanto a quimioterapia era realizada no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

"Eu nunca vou antecipar quando será e quando não será porque é um momento de tratamento. É um momento muito particular", destacou. "Todas eu vou só avisar depois."

CADERNETA DE POUPANÇA

Dilma revelou que o governo fará uma campanha para esclarecer à população as mudanças feitas nas regras da caderneta de poupança.

A ministra rebateu a oposição, que acusou o Executivo de prejudicar a classe média. O governo decidiu tributar o rendimento das aplicações da poupança com saldo superior a 50 mil reais a partir do ano que vem se a taxa básica de juros ficar abaixo de 10,50 por cento ao ano.

"Essa questão de falar que a classe média está sendo prejudicada tenta encobrir o fato de que tem grandes investimentos acima de 1 bilhão de reais e em torno disso que estavam se deslocando para a poupança", argumentou. "Não é bem a classe média não."

(Reportagem de Fernando Exman; Edição de Carmen Munari)

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