A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira que houve um desmonte do Estado brasileiro em determinado período do País, e que hoje há necessidade de remontá-lo.

Ao ser questionada sobre a principal frustração em relação ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujo balanço dos últimos três anos foi apresentado nesta quinta-feira em Brasília, Dilma disse que o Brasil perdeu um pouco a sua capacidade de executar.

Agência Brasil
Dilma Rousseff durante apresentação do balanço do PAC
Quem executa e quem fiscaliza

De acordo com a ministra, há equipes técnicas de primeira qualidade dentro do governo, nas áreas da Receita Federal e do Banco Central (BC), entre outras, mas falta "uma grande corporação" para executar investimentos.

"O que temos hoje deixa a desejar. Está muito aquém do esperado e com isso perdemos um pouco de nossa capacidade." Segundo a ministra, o indicativo disso são as diferenças salariais gritantes entre, por exemplo, quem executa e quem fiscaliza a obra.

A ministra salientou que o salário de um engenheiro formado pode ser próximo de R$ 1 mil, enquanto um profissional da área de fiscalização chega a ganhar mais de R$ 10 mil.

Obras irregulares

Na semana passada, ao sancionar o Orçamento de 2010, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retirou da "lista negra" as obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco; da refinaria presidente Getúlio Vargas, no Paraná; do terminal de escoamento de Barra do Riacho, no Espírito Santo e do complexo petroquímico do Rio de Janeiro.

Em três desses empreendimentos, o TCU apontou indícios de irregularidades, como superfaturamento e critério de medição inadequado de gestão temerária. A obra do complexo petroquímico do Rio entrou na lista por decisão do Congresso, ao votar o Orçamento no fim do ano passado.

Para respaldar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que "atropelou" o Tribunal de Contas da União (TCU), e facilitar a aprovação dos projetos do pré-sal, considerados prioritários pelo Palácio do Planalto, a base aliada decidiu colocar em votação em sessão do Congresso, na próxima semana, o veto ao Orçamento de 2010.

Para derrubar o veto do presidente são necessários, no mínimo, os votos de 257 deputados e 41 senadores. A sessão é conjunta da Câmara e do Senado.

(*com informações da Agência Estado)

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