Dilma diz que gostaria de levar brasileiros ao paraíso

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse neste sábado que gostaria muito de levar os brasileiros ao paraíso, ao ser indagada se assumiria a missão de ser a candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acho uma das maiores e melhores ambições que podemos ter, afirmou após cerimônia de cessão de uma área pública ao município de Rio Claro, SP, que teve a participação do ministro da Relações Institucionais, Alexandre Padilha, deputados e 25 prefeitos.

Agência Estado |

AE
A Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, ao lado do Presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB), participa da assinatura de termo de uso dos trilhos de trem na cidade de Rio Claro, no interior paulista, neste sábado

Dilma ao lado de Temer na cidade de Rio Claro, no interior paulista

Dilma se referia à afirmação do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), cotado para ser o candidato a vice em eventual chapa PT-PMDB, que pouco antes, em discurso, elogiou a ministra e, numa metáfora, afirmou: "tomo você como exemplo para dizer que já levou os brasileiros administrativamente ao paraíso e os levará politicamente ao paraíso".

Dilma respondeu chamando Temer de "companheiro incansável" na aliança PT-PMDB, que tem sustentado o governo Lula. Citando o Velho Testamento, a expulsão de Adão e Eva do paraíso, Temer havia feito defesa veemente das mulheres. Afirmou que elas não são as responsáveis pela saída do homem do paraíso e, sim, por trazê-los ao paraíso.

Eleições 2010

Apesar de admitir a intenção de ser pré-candidata à sucessão de Lula, Dilma afirmou que só poderá responder sobre o tema em 21 de fevereiro, quando termina o encontro nacional do PT que indicará o candidato.

Mesmo assim, deixou claro que não concorda e não fará ataques pessoais a eventuais adversários durante o período eleitoral. "O governo do presidente Lula não combina com agressão. Temos projetos. Se elevarem o tom, vamos reduzir. Se alguém fala que vai acabar com programas, assuma as consequências e vamos debater".

Troca de insultos

Durante toda a semana PT e PSDB trocaram insultos. A discussão foi deflagrada no começo da semana, quando Dilma acusou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, de planejar o fim do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Como exemplo de bom nível na campanha eleitoral, a ministra citou máxima do deputado federal Ulisses Guimarães, natural de Rio Claro e que morreu em acidente de helicóptero em 1992. "O doutor Ulisses dizia que não se faz política com o fígado, conservando em geladeira rancor e ressentimento." A ministra disse ainda que não considera que o PMDB ou qualquer partido da base aliada tenha problemas de corrupção. "O arco de alianças", argumentou, "tem uma base social, não de conveniência política".

Campanha antecipada

Sobre as acusações da oposição de que ela e o presidente estariam fazendo campanha antecipada, foi objetiva. Negou o uso da máquina administrativa e considerou "absolutamente legítimo" que o governo inaugure obras que fez. "É muito fácil dizer que a obra (do PAC) não existe a mil quilômetros dela.

PAC 2 - A segunda etapa do PAC 2 mereceu bastante espaço no discurso e os objetivos destacados foram universalizar os serviços de água, construir creches para todas as crianças do Brasil e ampliar o número de Unidades de Pronto Atendimento (UPA). A ministra também voltou a falar da importância dos recursos para macrodrenagem, especialmente nas grandes cidades, que enfrentam problemas de alagamentos, deslizamentos e mortes nestes longos períodos de chuvas.

Em almoço com prefeitos e autoridades, Dilma foi recepcionada por um coro de "Brasil pra frente, Dilma presidente." A ministra vai assinar ainda hoje contratos do PAC com a prefeitura de Limeira,SP.

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