São Paulo, 25 set (EFE).- A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu hoje a política do rearmamento como uma atitude de proteção defensiva do território continental e marítimo do país.

"Brasil é um país pacífico e com a cultura de resolver os conflitos sempre através do diálogo, não com guerras, mas há uma modificação da situação do Brasil no cenário internacional", destacou a ministra em entrevista coletiva com correspondentes estrangeiros.

Com um país continental, uma fronteira terrestre que supera 15 mil quilômetros e uma costa marítima com mais de 8 mil quilômetros, existe a obrigação, segundo a ministra, de desenvolver uma atitude de proteção ao território não agressiva, mas defensiva.

"Toda a política de rearmamento tem esse caráter defensivo. Temos a Amazônia e agora uma riqueza inequívoca que é o pré-sal", cujas reservas na área explorada até agora são estimadas entre 50 mil e 80 mil barris.

Outro ponto abordado pela ministra para explicar as recentes compras de armas do Brasil à França referiu-se a defesa da fronteira terrestre, por causa do tráfico de drogas, armas e outras atividades ilegais.

Dilma, que anteriormente foi ministra de Minas e Energia no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou também sobre as jazidas descobertas nos últimos anos.

"O Brasil está dando ao pré-sal a importância que tem. O Brasil pode voltar a ser um grande exportador de petróleo", ressaltou.

Dilma lembrou que o país conta com uma das matrizes mais limpas, 80% da energia consumida no país é proveniente de hidrelétricas.

Sobre as críticas que alguns setores fazem ao etanol produzido a partir da cana-de-açúcar, a ministra negou que o álcool combustível comprometa a produção alimentícia.

"O etanol tem alta produtividade e sancionamos uma lei de determina as áreas de plantio para não comprometer os alimentos e para proteger a Amazônia. A indústria da cana (de açúcar) usa menos de 1% das terras cultiváveis", justificou.

"Nosso compromisso é manter e ampliar as energias renováveis, mas sempre evitando o desmatamento", especificou. EFE wgm/dm

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