A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu a participação do ex-titular da pasta, José Dirceu, na eleição do novo diretório nacional do PT que ocorre hoje. Dirceu, que foi denunciado pelo Ministério Público e responde a processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação no esquema de compra de votos de parlamentares em troca de apoio ao governo, integra a chapa Construindo um Novo Brasil (CNB), antigo Campo Majoritário, liderada pelo ex-senador José Eduardo Dutra.

As denúncias de compra de votos - mais conhecido como escândalo do mensalão - foram investigadas, em 2005, pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios. De acordo com a ministra, nenhum dos acusados de participar do esquema foi julgado ou condenado em definitivo pelo STF, o que impede a formação de qualquer juízo de valor. "Ninguém pode se cassado a priori. Eu acho que nós demos um passo grande no Brasil, quando se compara a outros países do mundo, e dizemos que somos uma das maiores democracias do mundo", afirmou Dilma.

A ministra destacou ainda que o PT procede de forma correta ao aceitar a participação de José Dirceu e de outros petistas acusados pelo Ministério Público nas chapas que disputam o comando do diretório nacional. Segundo ela, o partido deve adotar a prática da presunção da inocência.

Após votar, em São Paulo, José Dirceu declarou que, apesar de seu nome estar na chapa, não está no diretório. "Se vou para o diretório ou não é para ser definido em fevereiro", explicou. As informações são da Agência Brasil.

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