Dilma defende candidatura única para eleições presidenciais do ano que vem

BRASÍLIA ¿ A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu nesta terça-feira (6) uma aliança partidária em torno de uma candidatura única. Nome do PT para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela garantiu que apenas um candidato vai representar o governo.

Christian Baines, repórter em Brasília |

Nós achamos que o governo tem de ter uma continuidade. Não são dois candidatos. Vai ser um candidato que vai representar o governo, disse antes de participar de jantar com a bancada do PDT.

O governo busca construir um cenário plebiscitário para o pleito presidencial do ano que vem, em que o eleitorado seja submetido apenas a duas opções, uma que representaria a continuidade da gestão Lula e outra, representando a oposição na figura do governador de São Paulo, José Serra, ou de Minas Gerais, Aécio Neves.

Dilma engrossou tal discurso e defendeu a continuidade do governo Lula. Seja quem seja esse candidato nos temos certeza que esse é o projeto que foi muito importante para o Brasil. Que o Brasil, esse de 2010, é muito diferente do Brasil de 2003. (...) Achamos que o Brasil não pode voltar para trás. Achamos que o governo do presidente Lula tem que fazer um sucessor.

A dificuldade do governo, porém, é fazer com que o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) desista de sua candidatura. Desde a última pesquisa de intenção de voto, na qual o parlamentar foi o único que teve crescimento nos índices em cenário com Serra e Dilma, Ciro tem demonstrado que pretende se candidatar à presidência.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente nacional licenciado do PDT ¿ partido que já teria sido sondado pelo PSB para compor a chapa com Ciro ¿ foi enfático ao defender o pleito plebiscitário em torno da candidatura de Dilma.

Eu penso que o governo tem que ter uma candidatura única, inclusive para dar oportunidade a população de saber que de um lado tem oposição,representada pelo José Serra e Aécio Neves, e do outro lado, penso que tem que ter uma candidatura única para que a população possa avaliar e julgar se deve ter continuidade o governo Lula, afirmou o pedetista. Temos que fazer dessa eleição um grande plebiscito.

A ministra negou ainda que o grande número de partidos na base de coalizão crie dificuldades para se chegar a um consenso em torno de uma única candidatura. Nós fizemos a base de coalizão por entender que o Brasil é um país muito diversificado e muito plural. Para ser governável tem de ter sustentação.

Redução da jornada de trabalho

Dilma evitou se posicionar em relação à proposta dos trabalhistas em reduzir a jornada de trabalho de 48 para 40 horas. A expectativa é que Lupi solicite apoio de Dilma na luta pela aprovação do projeto que prevê a redução.

Eu vou te dizer uma coisa, eu acho que essa é uma questão que tem de ser analisada por todas as forças políticas que integram a base do governo. Nós consideramos que é uma questão a ser discutida e esperamos estar juntos nessa questão no futuro. Vou ser cuidadosa porque aí eu estou falando em nome do governo, não é uma opinião pessoal.

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