Dilma defende candidatura única da base governista

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu na noite de ontem uma candidatura única da base aliada do governo para a disputa eleitoral de 2010. Em entrevista na porta de sua residência, onde recebeu a cúpula do PDT, ela disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa fazer o sucessor.

Agência Estado |

"O governo tem de ter uma continuidade", afirmou. "Não são dois candidatos. Vai ser um candidato que vai representar o governo." O ex-ministro Ciro Gomes (PSB), cujo partido integra a base aliada do Planalto, também ensaia sua candidatura à Presidência e tem negociado com setores do PDT a formação de uma chapa.

Ao lado da ministra, o presidente licenciado do PDT e ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e o deputado Paulo Pereira da Silva (SP) disseram que a candidata única deve ser Dilma. Em busca de apoio, ela fez afagos no partido a que era filiada antes de entrar no governo. Chegou a defender o debate sobre a jornada de 40 horas semanais, uma bandeira dos pedetistas.

Na entrevista, Dilma foi cuidadosa ao não se colocar como possível candidata única. Concordou, no entanto, com a avaliação de Lupi de que a disputa pela Presidência precisa ser um plebiscito sobre o desempenho do governo Lula. "Acho que é muito importante para o governo do presidente Lula ter continuidade, seja quem for o candidato", disse. "É um projeto que foi muito importante para o Brasil. O Brasil de 2010 é muito diferente do Brasil de 2003." Segundo ela, Lula estabilizou a economia e tirou mais de 30 milhões de pessoas da pobreza. "O Brasil não pode voltar atrás, por isso acho que o governo tem de fazer o sucessor."

Ao defender a política de alianças do governo, a ministra disse que partidos como o PDT são aliados importantes no processo eleitoral do próximo ano. "Sem sombra de dúvidas, o governo espera que, seja quem for o candidato à Presidência, a base siga tendo uma unidade nessa disputa de 2010." Ela contou que recebeu de Paulinho uma camiseta com o slogan da campanha pela jornada de 40 horas semanais. A uma pergunta se vai propor, caso seja eleita, essa jornada, a ministra disse que todas as forças políticas precisam discutir o assunto.

"Consideramos que essa questão deve ser discutida", disse. "Vou ser cuidadosa porque estou falando em nome do governo." Lupi fez elogios a Dilma e deixou claro que a ideia de setores do partido de exigir a vaga de vice na chapa da ministra já foi deixada de lado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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