A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, evitou falar sobre política e, especialmente, da sua esperada candidatura à Presidência da República no próximo ano. Indagada sobre a dificuldade da escolha de um vice, ela rechaçou: Só vou ter legitimidade para fazer qualquer negociação quando eu for escolhida pelo PT.

Aí, como pré-candidata vou fazer as minhas escolhas. Até lá as negociações estão a cargo do presidente do PT que está deixando o cargo, Ricardo Berzoini e do novo presidente, José Eduardo Dutra."

As declarações da ministra foram feitas durante entrevista coletiva convocada por ela, hoje, para falar sobre os resultados da 15ª Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP-15), realizada em Copenhague. Mais cedo, em Brasília, Lula aproveitou a solenidade do lançamento do 3º Programa dos Direitos Humanos para voltar a defender a candidatura de Dilma.

Ao exaltar que a luta de muitos militantes contra o regime militar valeu a pena em razão das conquistas atuais da democracia, ele relatou episódio em que sobrevoou de helicóptero, junto com Dilma, o Quartel General em São Paulo, no qual a ministra esteve presa durante a ditadura, e lembrou que, na ocasião, Dilma comentou que não sentia raiva. "Sabe por que isso? Porque valeu a pena. Se alguém torturou a Dilma achando que a luta tinha acabado, hoje ela é uma possível candidata à Presidência da República."

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