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Dignidade e qualidade de vida

Dignidade e qualidade de vida Por Linamara Rizzo Battistella* São Paulo, 1 (AE) - Iniciativas do poder público têm dado uma contribuição significativa para garantir mais dignidade e qualidade de vida às pessoas com deficiência. Exemplos como os adotados em São Paulo pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência mostram que houve, nos últimos anos, uma evolução na maneira como governantes tratam a questão do deficiente.

Agência Estado |

São ações afirmativas que garantem os direitos das pessoas com deficiência.

A maior cidade do País tem uma série de medidas já adotadas que visam atender as necessidades da população com deficiência no que diz respeito à comodidade e facilidade no deslocamento. O interior paulista começa a implantar melhorias.

A Rede de Reabilitação Lucy Montoro é um exemplo. Oferece condições à pessoa com deficiência física de ser efetivamente inserida na sociedade a partir do desenvolvimento de suas habilidades e potencialidades, proporcionado pela reabilitação multidisciplinar. Há ainda a Unidade Móvel de Reabilitação Lucy Montoro que visita o interior do Estado com vários profissionais da área da saúde: médicos fisiatras, técnicos de órtese e prótese, fisioterapeuta. Nos próximos dois anos, a Rede, composta por unidades em diversas regiões do Estado, receberá investimentos de R$ 152 milhões destinados à construção das treze novas unidades.

Habitações acessíveis para todas as pessoas, independentemente de suas características pessoais, idade ou habilidades. Através do Desenho Universal nas residências de interesse social, qualquer moradia é passível de futuras adaptações para pessoas com deficiência, seja na ampliação de um cômodo, na colocação de barras de apoio ou na quebra de uma parede.

O esporte também está na lista de iniciativas para garantir melhorias às pessoas com deficiência. Criado pelo Governo do Estado de São Paulo, o Comitê de Apoio ao Paradesporto é o órgão responsável pela elaboração, acompanhamento e avaliação do Plano de Ação Paradesportivo e pela apresentação do Plano de Ação Paraolímpico do Estado, assegurando o acesso das pessoas com deficiência às práticas esportivas em escolas, espaços de lazer e centros esportivos.

A vontade de transformar e mudar a realidade de exclusão social fez com que um grupo de profissionais de diferentes áreas criasse o Mais Diferenças, uma organização não governamental que trabalha pela inclusão social e educacional prioritariamente das pessoas com deficiência.

Em Bauru está sendo criada a primeira Praça Pública Paradesportiva do Estado. O local terá duas quadras poliesportivas, uma para a prática de tênis sobre rodas e outra com piso sintético para a prática de futsal para pessoas com deficiência visual, além de uma pista de caminhada com piso tátil. Há uma infinidade de outros exemplos que revelam o amadurecimento dos administradores públicos.

As medidas são mais do que necessárias. O país tem hoje 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Esse número representa 14,5% da população brasileira. Números consideráveis e oportunos diante das transformações sociais e infraestruturais que a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 exigirão.

* Linamara Rizzo Battistella é médica fisiatra e Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

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