Dicas para manter a saúde de seus ouvidos

Dicas para manter a saúde de seus ouvidos Por Andressa Zanandrea São Paulo, 04 (AE) - Ruído em excesso é a principal causa da perda de audição. Segundo o Royal National Institute for Deaf People, do Reino Unido, 70% dos freqüentadores de boates têm problemas para ouvir.

Agência Estado |

Há risco também para quem não desgruda do MP3 player : em fones e baladas os níveis chegam a 120 decibéis, mais que o dobro do limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde, de 55. Por isso, cuidado com o volume e fique longe das caixas de som. "Pode lesar em apenas uma vez", diz o médico Arthur Castilho.

Ajustar os MP3 players em um terço do volume máximo é uma saída contra problemas futuros, diz a fonoaudióloga Katya Freire. Se sentir zumbido, o som deve ser menor da próxima vez. Para também evitar abuso, ela indica os fones com tecnologia noise-cancelling, que barram o som ambiente. "A idéia é diminuir o volume, pois não precisa compensar o som externo."

Uma dica da otorrinolaringologista Renata di Francesco, do Hospital das Clínicas, é dar um intervalo silencioso aos ouvidos. "Se estiver em locais barulhentos, como festas e boates, a exposição deve ser curta, de 15 a 30 minutos, com intervalos em locais silenciosos por cerca de 30 minutos." É importante também fazer exames periódicos.

O programador Luiz Liscia, de 24 anos, não se lembra da última vez em que saiu para o trabalho sem os fones. "Nunca tive nenhum sintoma de perda de audição, mas sei do risco. Convenhamos que perder a audição com uma trilha de que gosto é melhor que com barulho de caminhão e buzina."

Além dos ruídos, infecções de repetição podem levar à perda auditiva. "É preciso tratar adequadamente", alerta o otorrinolaringologista Ektor Onishi, coordenador da Campanha Nacional da Saúde Auditiva. Idade, pressão alta, medicamentos, diabetes e colesterol alto também podem atrapalhar o funcionamento dos ouvidos.

APARELHOS E IMPLANTES PARA OUVIR DE NOVO
Segundo a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, 15 milhões de brasileiros têm alguma perda auditiva. Nos últimos cinco anos, a tecnologia permitiu que aparelhos mais confortáveis chegassem a esse público, afirma a fonoaudióloga Marcella Vidal. "A aceitação ainda é difícil, porque as pessoas têm vergonha. Isso tem mudado com os modelos mais novos, pelo tamanho menor e pela qualidade, com recursos de claridade sonora e gerenciamento de ruídos."

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é possível obter modelos de ponta. O caminho é procurar a unidade básica de saúde mais perto de casa. Depois, há o encaminhamento para o serviço de referência. O processo dura de dois a seis meses.

Além dos aparelhos, outra saída para quem tem perdas profundas são os implantes cocleares - que estimulam diretamente o nervo auditivo -, também feitos na rede pública de saúde.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG