As negociações para a formação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras começam a se acirrar. Hoje, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) anunciou que seu partido está lançando o seu nome para presidir a comissão.

"Pela tradição da Casa, cabe ao PSDB como proponente indicar a presidência", disse o senador. Segundo ele, se o governo vier a vetar a indicação tucana, os enfrentamentos na CPI podem se tornar mais exacerbados. "O partido não assimilará com tranquilidade qualquer tipo de veto."

Com esse movimento do PSDB, a oposição tem hoje dois nomes na disputa pelo mesmo cargo, já que o DEM lançou ontem o nome do senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (BA) para a presidência da CPI. Nos bastidores, comenta-se que o senador baiano é o que teria menor rejeição por parte do governo, já que partiu do PSDB a decisão de surpreender o governo ao fazer a leitura do requerimento da criação da CPI na sexta-feira pela manhã. Na visão do governo, o PSDB quebrou o acordo de líderes que havia sido fechado na quinta-feira para que a CPI fosse aberta somente depois que o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, fosse ao Congresso para esclarecer a mudança de regime contábil, que proporcionou o não pagamento de R$ 4 bilhões em impostos.

Em um primeiro momento, os parlamentares do governo afirmavam que não abririam mão de ter o presidente e o relator da CPI. Hoje, porém, já há sinalização de uma possível negociação. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) disse que no início parecia que seria criada uma CPI de confronto, mas, segundo ele, está havendo uma evolução nas conversas.

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