Identificar precocemente a fibrose cística (FC) e fazer o tratamento adequado pode diminuir os casos de morte em decorrência da doença no Brasil. O alerta é da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), que chama atenção para o Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, amanhã.

A FC, também chamada de mucoviscidose, afeta o aparelho digestivo, o respiratório e as glândulas sudoríparas. É herdada geneticamente e altera o funcionamento das glândulas que produzem suor, muco, saliva, lágrima e enzimas pancreáticas.

Segundo a SPPT, a média de portadores do gene da fibrose cística é de um caso para cada 20 a 25 crianças nascidas vivas, o que corresponde entre 4 e 5% da população brasileira. São atualmente um milhão e meio de pessoas com o gene defeituoso. Sem o diagnóstico precoce, a entidade alerta que parte dos pacientes com a doença morre sem receber tratamento adequado.

Entre os sintomas estão diarréia crônica, tosse, expectoração (catarro) excessiva de muco, chiados no peito, pneumonia e suor mais salgado que o normal. O mau funcionamento do pâncreas, explica a entidade, causa perda de gordura nas fezes e desnutrição.

Como não é possível curar o paciente da mutação genética, o tratamento é sintomático. Uma dieta balanceada e hipercalórica ajuda a manter o estado nutricional, e antibióticos também ajudam a amenizar os sintomas.

Uma das formas de diagnóstico precoce pode acontecer já na triagem neonatal, o "teste do pezinho", que permite uma intervenção na fase inicial da doença. Nesse caso, é possível inclusive prevenir algumas seqüelas, segundo a pneumologista infantil Marina Buarque de Almeida, da SPPT. As informações são da assessoria de imprensa do Sociedade.

AE

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