Dia Mundial Sem Carro tem opções diferenciadas de transporte

Cidadãos 40 países são encorajados a passar um dia sem o carro

Márcio Apolinário, especial para o iG |

Hoje é o Dia Mundial Sem Carro, data simbólica em que cidadãos de todo o mundo são encorajados a passar um dia sem usar o carro. “A ideia é mostrar que é possível se locomover a pé, de ônibus, metrô, bicicleta ou qualquer outro meio de transporte”, diz Oded Grajew, presidente do Movimento Nossa São Paulo, responsável pelo evento na capital paulista.

A campanha foi criada na França, em 1998, com apenas 35 cidades participantes. Ganhou força em 2000 com a adesão de outros países da Europa. Hoje mais de duas mil cidades de 40 países estão envolvidas na causa.

Alex C. Ribeiro/Futura Press
Prefeito do Rio, Eduardo Paes aderiu ao Dia Mundial Sem Carro e foi de bicicleta até o Palácio da Cidade
Grajew avalia que o transporte público de cidades como São Paulo não consegue comportar uma grande aumento no tráfego de passageiros, e sugere a utilização de serviços compartilhados, como a carona solidária. “O carro não é um vilão, mas a forma que usamos o torna inviável para a cidade. Temos de começar a pensar em alternativas, como.”

A SPTrans informa que, visando um aumento da demanda de passageiros no transporte público por ônibus, em virtude do Dia Mundial Sem Carro, amplia o horário de pico do sistema em duas horas. O pico da manhã, que vai das 5h às 8h30, é ampliado em 30 minutos, tendo um acréscimo de 12% na oferta de viagens, passando das 93.076 para 104.584 partidas.

O Instituto Parada Vital, responsável pelo empréstimo de um total de 275 bicicletas em oito estacionamentos da Rede Estapar nas proximidades da Avenida Paulista e centro de São Paulo e em quinze estações do metrô, ampliará para duas horas o período de empréstimo de suas bicicletas.

Adesões

A jornalista Vivian Stychnicki é uma das paulistanas que deixará seu carro em casa e vai trabalhar utilizando o transporte público. “Andar de carro em São Paulo é muito difícil, não custa nada deixar o carro de folga pelo menos um dia. Vou aderir ao movimento, não custa nada e ainda vou colaborar com o meio ambiente”, comentou.

Samantha Ferreira, de 19 anos, que desde que tirou carta de motorista não consegue mais andar sem carro, também optou em ir trabalhar de ônibus. “É dia de rodízio, eu sempre costumo sair no final do período de restrição, mas hoje é um dia que quero testar. Já participei da Hora do Planeta, desliguei minha luz por uma hora. Quero começar a ser legal com o meio ambiente”, disse.

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