Dez índios foram feridos a tiros nesta segunda-feira, por volta das 10h, quando construíam casas na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Um deles, atingido por tiros na cabeça, está em estado grave.


Os disparos teriam sido feitos por seguranças ligados a um dos arrozeiros que ocupam a área. As informações são do Conselho Indígena de Roraima (CIR) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Os agressores teriam chegado de moto e caminhonete ao local. Eles dispararam para impedir que os indígenas construíssem suas malocas. Os índios foram levados para Boa Vista.

A terra indígena, homologada em 2005, é formada por uma área contínua de 1,7 milhão de hectares na fronteira do Brasil com a Venezuela.

Em março, homens da Polícia Federal desembarcaram no local para fazer a retirada de não-índios, pequenos proprietários rurais, alguns comerciantes e um grupo de produtores de arroz. Houve resistência, confrontos e o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que mandou suspender a operação de desocupação.

Arrozeiros dizem que tiro foi em revide

O líder dos arrozeiros de Roraima, Paulo César Quartiero, disse em entrevista à Agência Brasil que seus funcionários dispararam tiros contra índios em defesa a uma tentativa de invasão à fazenda Depósito, de sua propriedade, que fica dentro da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

De 50 a 100 índios invadiram a fazenda e meu pessoal foi pedir para que se retirassem. Eles chegaram atirando flechas e aí houve o confronto, alegou Quartiero. Também estamos com seis feridos em Pacaraima [município vizinho à reserva, onde Quartiero é prefeito], acrescentou.

(Com informações das agências Brasil e Estado)

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