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Dez anos depois, outro mundo ainda é possível , diz criador do Fórum Social Mundial

Dez anos depois da primeira edição do Fórum Social Mundial, em 2001, a proposta de ¿um outro mundo possível¿, criada em contraposição ao avanço do neoliberalismo representado pelo Fórum Econômico de Davos ainda é atual. A análise é do empresário Oded Grajew, considerado ¿pai¿ do fórum.

Agência Brasil |

Dez anos depois da primeira edição do Fórum Social Mundial, em 2001, a proposta de um outro mundo possível, criada em contraposição ao avanço do neoliberalismo representado pelo Fórum Econômico de Davos ainda é atual. A análise é do empresário Oded Grajew, considerado pai do fórum.

Mais do que nunca um outro mundo é possível. Há dez anos o modelo neoliberal estava no auge, o Menem [Carlos Menem, ex-presidente da Argentina] era recebido como modelo a ser seguido. Hoje o quadro político mudou, principalmente na América Latina. Vários frequentadores do fórum estão hoje nos governos, afirmou.

Em dez anos, na avaliação de Grajew, o fórum conseguiu emplacar ideias que se transformaram em políticas públicas e chegou a apresentar as fórmulas para que países saíssem da crise financeira internacional. Vários países que se salvaram da crise seguiram propostas e recomendações do fórum, como o controle do sistema financeiro e o fortalecimento da economia no mercado interno, citou.

O legado do maior encontro de movimentos sociais do planeta também inclui a criação de uma sociedade civil global, que fez o FSM se espalhar pelo mundo, segundo Grajew, e garante a atuação da sociedade civil em espaços de decisão como as reuniões do G-8 e a Conferência da Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Menos preconceito

Uma década depois da primeira edição, Grajew reconhece que o fórum é visto com menos preconceito pela sociedade, que considerava o encontro esvaziado de propostas concretas. Quando começou não era levado a sério, era visto como um lugar de gente que só sabe protestar. Hoje é muito mais levado a sério. Não significa que ficou menos revolucionário, as propostas são muito avançadas.

Com o enfraquecimento das políticas neoliberais, o fórum tende a concentrar as críticas e reflexões em novos temas, principalmente a sustentabilidade. O outro mundo possível se torna cada vez mais urgente. A questão ambiental é uma ameaça. Temos que ter outro modelo de produção, de consumo e outra relação com a natureza, lista.

Segundo Oded Grajew, entre os desafios do fórum para os próximos anos também está a necessidade de mudanças nos sistemas de financiamentos de governos.

Fórum

O FSM 10 anos começa nesta segunda-feira e vai até o dia 29, com cerca de 500 atividades em Porto Alegre e em municípios da região metropolitana da capital gaúcha.  A expectativa é que 30 mil pessoas passem pelo megaevento durante a semana.

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