Detetive pega 14 anos de prisão por morte de modelo

SÃO PAULO - O detetive particular Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho, de 41 anos, foi condenado na madrugada deste sábado a 14 anos de prisão pela morte da modelo Cristiana Aparecida Ferreira. A sentença foi lida às 3 horas, após 13 horas de sessão no I Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte.

Agência Estado |

O juiz presidente do I Tribunal do Júri, Carlos Henrique Perpétuo Braga, concedeu a Pacífico a prerrogativa de aguardar a interposição de recurso em liberdade. Ele adiantou que sua defesa irá recorrer da decisão. Então com 24 anos, Cristiana foi encontrada morta no dia 06 de agosto de 2000, três dias depois de se hospedar no San Francisco Flat Service, na região centro-sul da capital mineira. Na época, o laudo da Polícia Civil concluiu que ela havia se suicidado ao ingerir veneno para ratos.

O Ministério Público Estadual (MPE), no entanto, decidiu reabrir as investigações em novembro de 2002. O corpo da modelo foi exumado três vezes para exames. O MPE concluiu que ela foi assassinada, denunciando Pacífico como autor do crime. Ele chegou a ser preso, mas aguardava o julgamento em liberdade.

Durante a longa sessão e após ouvir a sentença, Pacífico reafirmou inocência, sempre sustentando a versão que Cristiana teria cometido suicídio. Ele disse que foi vítima de um "erro judicial". O advogado Dino Miraglia Filho, assistente da acusação, por sua vez, considerou "justo" o resultado do julgamento e afirmou que espera que o MPE busque agora os "mandantes do crime".

O caso teve grande repercussão porque Cristiana, que se apresentava como miss, costumava circular entre autoridades da política mineira.

Leia mais sobre: detetive

    Leia tudo sobre: crime

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG