SÃO PAULO - Um grupo de 30 detentas lança oficialmente hoje a grife Daspre, num bazar em Santa Cecília, região central da cidade. A idéia da marca Daspre, abreviação de Das presas, foi de Lucia Casali, diretora-executiva da Fundação de Amparo ao Preso (Funap).

Vi uma sacola da Daslu e lembrei da Daspu. Aí, pensei: por que não Daspre?, conta. O carro-chefe da grife são as bolsas, mas as 30 presas também fazem sandálias com fuxico e caixas artesanais. O projeto custou para o Estado cerca de R$ 100 mil e a manutenção mensal de R$ 20 mil.

A Funap espera que o negócio traga retorno, para que, dentro de pouco tempo, possam ampliar a oferta de produtos e até roupas. As presas recebem pelo serviço R$ 315 por mês, mais vale-transporte e refeição. Parte do valor é creditado automaticamente em uma poupança, que elas retiram após cumprir as penas.

A Daspre conta com uma vantagem em relação às concorrentes. Tem isenção de ICMS, o que barateia o custo de produção. Os planos de Lucia são ousados. Além da loja Do lado de lá, na Rua Dr. Vila Nova, que vai exibir os produtos, ela negocia com shoppings centers. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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