BRASÍLIA - O desmatamento na Amazônia Legal foi de 7 mil quilômetros quadrados no período de agosto de 2008 a julho deste ano. A informação foi divulgada nesta tarde pelo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilberto Câmara, durante evento no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) que conta com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de ministros e de governadores da região.

"Esse desmatamento representa a menor taxa de longe. Pelo menos desde 1988, quando o Inpe começou a fazer o levantamento", disse Câmara. De acordo com ele, a margem de erro é de 10% e os números serão confirmados em março do ano que vem. "Estes números são bastante confiáveis e, quando há revisão, ficam dentro da margem de erro", acrescentou.

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Câmara salientou que o desmatamento em 2004 abrangeu 27 mil quilômetros quadrados. "Desde 2004, percebemos uma queda substancial de desmatamento, com quedas recorrentes nos últimos seis anos", disse. No período anterior, de agosto de 2007 a julho de 2008, o total de terras desmatadas na Amazônia Legal foi de 12.911 km quadrados. "Verificamos uma queda de quase 50% do desmatamento de um ano para o outro".

O Inpe realiza as observações da região via satélite e os dados são validados por meio de levantamentos realizados em campo. "Nosso levantamento é considerado de boa qualidade no mundo inteiro", garantiu.

O diretor apresentou alguns porcentuais considerados como "substanciais" de queda do desmatamento no período de agosto de 2008 a julho de 2009. No caso do Mato Grosso, a queda foi de 65%; em Rondônia, a redução observada foi de 50%; no Pará, de 35%; no Amazonas, 30%; no Maranhão, de 20%; e no Acre, 18%.

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