RIO DE JANEIRO (Reuters) - Pelo segundo mês seguido, dados do governo federal apontam para uma redução do desmatamento na Amazônia, segundo informou nesta sexta-feira o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Minc antecipou que os dados do Deter (Desmatamento em Tempo Real) referentes a julho mostram uma queda no desmatamento de 50 a 60 por cento ante junho, e de 60 a 70 por cento em relação a julho de 2007 A redução foi parcialmente comemorada pelo ministro, que revelou três motivos para a queda no desmatamento na Amazônia: entrada em vigor da lei do Banco Central que proíbe a concessão de crédito para empresas desmatadoras; intensificação no combate à exploração e transporte de madeira ilegal, e o aparecimento dos primeiros efeitos do acordo do governo com setores produtivos que se comprometeram a não comprar produtos cultivados em locais de desflorestamento.

'Esses três fatores em conjunto podem ser mais eficientes que os próprios fiscais do Ibama', disse Minc a jornalistas em evento no Instituto Fecomércio

'Os dados são bons, mas não estamos plenamente contentes.

Não vamos afrouxar. Enquanto tiver um hectare de desmatamento não há motivo para comemorar', acrescentou o ministro.

Apesar dos dados positivos observados nos últimos meses, o ministro acredita que a redução do desmatamento na Amazônia vai apresentar em 2008 uma queda semelhante à observada em 2007 pelo governo.

'Estimo que fique num nível igual ao do ano anterior. O do ano passado foi o menor em quinze anos. Não é um desastre. Só vamos comemorar quando acabar de vez o desmatamento ilegal na Amazônia', afirmou Minc, ao lembrar que entre novembro de 2007 e maio de 2008 a devastação da Amazônia subiu, segundo dados do governo.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.